Operação “Repugna” investiga entrada ilegal de celulares na cadeia pública


Operação “Repugna” investiga entrada ilegal de celulares na cadeia pública


A Polícia Civil realizou, nesta quinta-feira, 23 de abril, a Operação Repugna em Pato Branco e outras cidades da região, com o objetivo de combater a entrada irregular de celulares na cadeia pública. De acordo com o delegado-chefe da 5ª SDP, Hélder Lauria, a ação contou com o apoio do Depen (Departamento de Polícia Penal) e de equipes de cidades como Francisco Beltrão, União da Vitória e Guarapuava.

As investigações, conduzidas pelo NIQ (Núcleo de Investigações Qualificadas), identificaram irregularidades envolvendo agentes terceirizados que atuavam dentro da unidade prisional. A delegada de polícia Alini Simadon coordenou os trabalhos. A apuração começou após uma denúncia do próprio Depen e revelou um esquema em que um monitor temporário recebia valores de presos e familiares para facilitar a entrada de aparelhos. “Cada celular poderia custar cerca de R$ 10 mil para ser levado até as celas”, explicou a delegada.

O suspeito já foi desligado da função, mas outras pessoas também estão sendo investigadas. A polícia identificou movimentações financeiras por meio da quebra de sigilo bancário, o que permitiu mapear possíveis envolvidos no esquema. Ao todo, foram expedidos 21 mandados judiciais de busca e apreensão.

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As ordens judiciais cumpridas visaram monitores de ressocialização prisional, pessoas privadas de liberdade e familiares de detentos envolvidos na rede de corrupção. Durante a operação, além das buscas, foram expedidos cinco mandados de prisão — quatro foram cumpridos e um suspeito permanece foragido.

As ações ocorreram em Pato Branco, Chopinzinho, São João e Francisco Beltrão, incluindo diligências dentro das unidades prisionais. A delegada Alini Simadon destacou um dos casos que chamou a atenção, no qual um dos alvos foi flagrado com 43 celulares. Os investigados podem responder por corrupção ativa, corrupção passiva, facilitação de entrada de aparelho celular em unidade prisional e associação criminosa.

A Polícia Civil segue com as investigações e deve analisar os dados bancários dos envolvidos para aprofundar o caso, finalizou a delegada.

Regis Teles.

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