
A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgou o resultado da sua pesquisa sobre as condições das rodovias brasileiras. As equipes da instituição percorreram mais de 100 mil km para avaliar as condições das principais estradas do país, um trabalho que é realizado há 30 anos. Os dados servem para avaliar se há evolução ou piora nos trechos analisados.
Na região Sudoeste, a pesquisa percorreu cerca de 630 km de rodovias. Entre os trechos analisados estão importantes corredores logísticos, como as BRs 163 e 280, de Capanema a Marmeleiro; a PRC-280, de Realeza a Palmas; e a BR-373, de Pato Branco ao Rio Iguaçu. O estudo foi realizado em 2025.
Na avaliação geral, a maioria dos trechos recebeu índice considerado bom e uma parte é caracterizada como regular. A ligação entre Chopinzinho e a BR-373, além da via entre Flor da Serra do Sul e Marmeleiro, são classificadas como ruins pela metodologia da CNT.
A CNT divide a análise considerando a qualidade do pavimento, da sinalização e da geometria da via — são esses três indicadores que compõem o estudo. De modo geral, as rodovias do Sudoeste estão melhorando em relação aos estudos anteriores, mas ainda mantêm desempenho ruim no quesito geometria.
Quando é feito o recorte somente deste indicador, o cenário se inverte: poucos trechos são considerados bons, e a maioria oscila entre regular, ruim e até péssimo. A geometria diz respeito à forma com que a estrada é construída, como as curvas, retas e rampas. Na prática, o estudo da CNT indica que as estradas do Sudoeste precisam ter seus traçados readequados, mas é um trabalho que envolve refazer segmentos, superando a topografia da região.

Reprodução/CNT




