Estresse não é a única causa da queda de cabelo

Estresse não é a única causa da queda de cabelo

Pode parecer, mas o estresse não é a única causa para a queda de cabelo em homens e mulheres. Perder ou branqueá-los em razão desta ou daquela situação é até bem comum. Mas, segundo a dermatologista Alessandra Britto, de Francisco Beltrão, os motivos são vários e as alternativas precisam ser devidamente avaliadas. Só assim é possível encontrar uma solução para que desapareça a peruca de fios que se forma no chão de casa após uma escova.

Em entrevista à reportagem do JdeB, Alessandra comenta que o problema pode estar associado ao uso de medicamentos ou mesmo à estação do ano. Pode soar estranho, mas o couro cabeludo responde às ações climáticas, causando um verdadeiro desespero. Principalmente nas mulheres.

O motivo também pode ser fisiológico, pode estar ligado a uma doença genética ou até surgir como efeito colateral de tratamento contra o câncer, como a quimioterapia. E esta última leva muitos pacientes a raspar logo o cabelo e a manter o estilo característico da luta contra o câncer até que se encerrem as sessões e os fios voltem a surgir naturalmente.

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Conforme a dermatologista, a calvície é mais comum entre os homens. E aqui cabe lembrar que alguns até arriscam o velho e consagrado dito popular de que “é dos carecas que elas gostam mais”. Embora a variedade de topetes que talvez impulsione a vaidade entre eles, à moda Elvis Presley, tenha iniciado ainda na década de 60. Verdade seja dita, o assunto faz com que eles e elas fiquem com os poucos fios de cabelo em pé.

 

Clima

Dra. Alessandra explica que o cabelo pode cair até duas vezes durante o ano. Funciona como um ciclo em que os próprios fios se renovam. “A queda natural do cabelo dura de dois a três meses e ele se recupera sozinho. Na época do inverno, por exemplo, a água quente causa seborreia. E no final do ano ocorre normalmente.”

 

Gravidez

Durante a gestação, a tendência é que o cabelo se mantenha firme. Mas a beleza dos fios tão bem conservada pela maioria das mulheres tende a desaparecer após o parto. “Neste caso é fisiológico porque durante a gestação o cabelo normalmente não cai. Em compensação, após o nascimento do bebê, ocorre uma queda bem grande, é o eflúvio telógeno”, avisa a médica.

 

Estresse

Com várias causas para a queda de cabelo, é possível que o estresse que provoca alterações no organismo também dê sua parcela de contribuição indesejada ao couro cabeludo. Segundo a dermatologista Alessandra, esta é uma das situações mais comuns da vida moderna. “Neste caso, quando se investiga e não se encontra doença orgânica e, mesmo assim, cai cabelo, com tratamento melhora em pouco tempo.”

 

Falhas no cabelo

A primeira impressão é que parece ser micose. Mas as falhas no cabelo podem significar uma doença: alopecía areata. Neste caso, é preciso procurar ajuda médica. “Porque pode cair pelos da sobrancelha e de todo o corpo.”

 

Hormônio masculino

Entre os homens, o próprio hormônio masculino é o vilão na luta para manter os fios. Uma enzima que atua na testosterona provoca o enfraquecimento do cabelo, segundo a médica Alessandra. “O cabelo vai afinando até ficar só penugem e, por fim, não cresce mais. O remédio é justamente o que bloqueia esta enzima: a 52 redutase.”

“Na mulher ocorre também, só que ela tem bem menos receptores desta enzima. Por isso a calvície não é extensa, o cabelo fica só ralo”, acrescenta a médica.

Segundo Alessandra, há pessoas que chegam a contar os fios de cabelo ou fotografá-los. “Se uma queda de cabelo persiste mais de três meses e caem mais de 100 fios por dia, é necessário investigar a causa.”

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