Inca vistoria Ceonc e faz pequenas exigências
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| Pessoal do Ceonc, da Secretaria da Saúde e da 8ª Regional de Beltrão, ontem pela manhã, ao receber a comitiva do Ministério da Saúde que vistoriou o hospital. |
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) vistoriou ontem o Centro de Oncologia (Ceonc) de Francisco Beltrão e apontou alguns ajustes que precisam ser feitos para que haja o credenciamento no SUS. Célia da Silva Ulisses de Carvalho, do Inca, e Laiane Souza, do Ministério da Saúde, devem encaminhar dentro de 20 dias o relatório com as pendências para a Secretaria do Estado da Saúde (Sesa), representada pela médica Tatsue Ohara Kmogama, que acompanhou a visita ao hospital beltronense.
As exigências incluem a atualização de informações do Ceonc no Cadastro Nacional de Estabelecimentos em Saúde (CNES) e correções pontuais simples de se resolver como, por exemplo, o arquivamento de documentos e a substituição da terminologia em placas indicativas acima das portas.
A vistoria iniciou por volta das 9 horas e seguiu até as 14h, quando a comitiva precisou viajar a tempo do voo no aeroporto de Foz do Iguaçu. Esta visita do Inca e do Ministério da Saúde estava prevista para ocorrer no início de outubro, foi adiada para novembro e depois para dezembro. Nas duas ocasiões, o clima não apresentou condições ideais para pouso em Foz.
A expectativa dos médicos, enfermeiros e autoridades da saúde, ontem de manhã, era grande. A comitiva iniciou a auditoria no Ceonc passando pelos ambulatórios. Na UTI, centro cirúrgico e central de material, os comentários indicavam uma aparente satisfação com a estrutura física disponível.
A secretária municipal Cíntia Ramos (Saúde), que acompanhou toda a auditoria, disse que “vai esperar o relatório e atender todas as exigências”, cumprindo a função do município como prestador de serviço. Cíntia contou apenas que os técnicos do Inca e do ministério elogiaram “a parte estrutural” do Ceonc. O argumento do Inca, porém, é que os serviços credenciados atualmente para a região seriam suficientes para os 300 mil habitantes de 27 municípios da microrregião do Sudoeste. Mas o discurso parece contraditório, pois hoje o tempo de espera para tratamento do câncer em Cascavel ou em Pato Branco pode chegar a seis meses. Enquanto isso, o aparelho de radioterapia já está comprado e aguardando a autorização para ser utilizado pelo Ceonc de Beltrão.
Atualmente são 15 mil pacientes cadastrados e 900 atendimentos por mês. Demanda que utiliza apenas a metade da capacidade do Ceonc beltronense, que começou a funcionar como hospital geral em 28 de setembro deste ano. São 21 leitos para internamentos e 5 leitos de UTI — estes ainda dependem de verba para funcionar, mas já estão devidamente equipados. A comitiva técnica do Inca, do Ministério da Saúde e do Sesa não quis dar declarações para a imprensa durante o período de vistoria ontem.
Equipe do Ceonc
Fazem parte da equipe médica do Ceonc os oncologistas Daniel Rech e Januário Souza, o anestesista Eduardo Trenepol, o hematologista Werner Augusto da Silva e a ginecologista Renata Bortolaz.
Com a liberação dos serviços de radioterapia, também passam a integrar a equipe o radiologista Aref Muhieddine e a física médica Sandra Scapin.
O quadro profissional conta ainda com 8 enfermeiros, 19 técnicos em enfermagem e 23 colaboradores nos serviços gerais e setores administrativos.





