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“Inovação aberta como estratégia competitiva” foi o tema discutido na reunião semanal da Associação Empresarial de Francisco Beltrão de ontem – Café Acefb Tech – com a participação de representantes da Marel Indústria de Móveis — Elizeu Samuleski, diretor-administrativo e financeiro, e Mauriza Benetti Neckel, gerente de tecnologia da informação — e Lindomar de Oliveira, da UTFPR. Joares Ribeiro, secretário da Acefb, atuou como moderador do encontro que foi transmitido pelas redes sociais. A inovação aberta é uma nova forma de analisar e difundir a inovação nos ambientes interno e externo das empresas.
Na Marel, uma das indústrias mais importantes de Beltrão, o programa foi implantado há oito meses e vem tendo bons resultados. O programa iniciou com apoio da Acefb e Sebrae, tem a participação do conselho diretor, diretores e funcionários dos diversos setores da indústria de móveis. Elizeu destacou que o programa estruturado recentemente já está provocando mudanças internas. Pelo programa está se criando um engajamento em toda empresa, com a participação dos colaboradores.
Comissão interna
Em todos os setores da empresa os funcionários e diretores puderam apresentar sugestões ou ideias para inovação – foram recebidas 92 sugestões. Foi criada uma comissão para avaliar as ideias que podem ser colocadas em prática e a cada 21 dias ocorrem reuniões de avaliação e definição de estratégias.
Mauriza disse que este projeto está fomentando a cultura da inovação para todos os setores da empresa. “É um programa ousado. Em oito meses [de sua execução], tivemos 12 encontros para fomentar a cultura da inovação.” Do ambiente externo foram convidadas 13 startups para avaliar questões da empresa como a indústria 4.0. Foram selecionadas duas startups para desenvolver parcerias com a Marel diante de algumas necessidades da empresa. Mauriza diz que antes da adoção deste programa a inovação era tratada em apenas dois setores da indústria. Agora, todos os colaboradores podem contribuir com ideias e sugestões. A maioria das ideias são para melhorias de processos internos. Muitas das sugestões vieram dos funcionários que trabalham na linha de produção da indústria.
Lindomar de Oliveira, da UTFPR, disse que a inovação aberta pode ser adotada por pequenas, médias e grandes empresas. Mas as empresas maiores têm mais facilidades que as outras. Ele salientou que “a inovação não ocorre ao acaso”.
Há processos a serem seguidos e precisa incentivar a participação dos colaboradores da empresa e leva um tempo para ser implantada. “Ela mexe com os paradigmas, vem pra quebrar paradigmas.”
Joares disse que a maioria das empresas filiadas à Acefb são de pequeno e médio porte.
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Ele adiantou que a entidade pretende começar a fomentar a cultura da inovação aberta entre as empresas associadas.