Nariz entupido e tosse: companheiros de sala de aula durante a primavera

Nariz entupido e tosse: companheiros de sala de aula durante a primavera

Nariz entupido e tosse: companheiros de sala de aula durante a primavera

“Filho, não esquece o casaco.” Entre tantas frases ditas pelas mães, essa certamente é uma das mais comuns e certeiras. Elas quase nunca erram. Então, baixinho, se sua mãe mandar você levar o casaco num dia de sol, não esnobe a orientação. De repente, esse dia ensolarado pode “virar” e cair aquela chuvinha fresca, trazendo um frio inesperado. E criança pouco agasalhada corre risco de pegar um resfriado desses bem chatinhos. Mas não é só isso, tem também as alergias que insistem em acompanhar os pequenos durante a primavera. A estação mais florida do ano é linda, tem árvores carregadas de flores de várias cores, contudo, traz certos probleminhas.

Sandra Padilha Rodrigues é zeladora da Escola Municipal Bom Pastor, no bairro Luther King, e mãe da Isabele, de oito anos. A menina sofre com tosses alérgicas o ano todo, mas é na primavera que as complicações aparecem. “Ela tosse bastante por causa da poeira e do pólen das flores. Controlamos com xaropes e chás e fazendo a limpeza dos ambientes”, comenta a mãe. Na escola, para evitar que os espirros e tossidas tomem conta das aulas, Sandra diz que procura manter as salas sempre arejadas e sem poeira.

 

- Publicidade -

Galerinha do nariz entupido

Ir para a escola com sintomas alérgicos não é legal. Isabele que o diga: “Incomoda ficar tossindo na sala, mas não dá pra faltar, precisamos estudar”. O jeito é se cuidar e seguir as orientações dos adultos. “Sempre peço para que levem suas garrafas de água pra sala e bebam muito líquido, mesmo nos dias mais frios”, salienta Nair Marcon, professora do 2º ano.

 

Num bate-papo rápido com uma turminha de alunos, não foi difícil encontrar uma lista de pequenas chateações. Natan Rovaris, sete anos, reclama que espirra muito e aponta pro nariz, que ultimamente “vive trancado”. Com o colega Mateus Souza, sete anos, é a respiração que está ruim, devido ao nariz trancado.

 

Eduarda Menetrier, oito anos, diz que nos últimos dias precisou fazer inalação para melhorar. “Fiquei mal, com tosse e espirro e nariz ruim pra respirar”, conta ela. A pequena Laura Grazeo, de apenas cinco anos, também já recorreu ao inalador e entendeu o recado do médico. Tão nova e ela já sabe que é preciso se cuidar para evitar doenças mais sérias. “Tem que tomar remédio.”

Papel da escola

Direção e professores ficam atentos aos problemas de saúde dos alunos. Segundo Nair Marcon, é possível perceber quando algo está diferente. “Eles ficam cabisbaixos, não estão tão ativos em sala de aula como de costume. Alguns alunos nos dizem o que dói e reclamam, mas há outros que não falam e por isso é nosso papel estar de olho.”

Aliás, tudo que acontece na escola é comunicado aos pais ou responsáveis dos alunos. Se a criança chega bem e começa a espirrar, a sentir dor de cabeça ou algo parecido, a instituição entra em contato com a família. Pode não ser nada grave, mas, na dúvida, o melhor é sempre manter a parceria entre escola e casa. Afinal, as “ites”, como rinites, sinusites, faringites, andam soltas por aí.

 

Dicas do especialista

Para ajudar pais e professores a melhorar a qualidade de vida dos alunos nesse tempo cheio de alergias, o Jornal na Escola pediu ao pneumologista Redimir Goya algumas dicas que valem ouro. Ele nos disse que, nesta época do ano, esses probleminhas citados pelo alunos no texto acima são bem comuns, especialmente a rinite alérgica. Mas fiquem atentos, porque ela é frequentemente confundida com gripe ou resfriado. A principal causa é a grande quantidade de pólem dispersa no ar. Ou seja, as lindas flores da primavera são, sim, responsáveis por essas doenças.

De acordo com o médico, independentemente do uso de medicamento, a primeira atitude a ser tomada são as medidas de higiene ambiental. Veja abaixo o que é preciso fazer em casa e na escola:

– Manter os ambiente sempre bem ventilados e arejados;

– Limpar a casa com pano umido ou aspirador de pó;

– Na decoração do ambiente, evitar o uso de móveis, cortinas, carpetes, vasos ou qualquer outro objeto que retenha poeira e que seja de difícil limpeza;

– Trocar as roupas de cama frequentemente. Evitar o uso imediatamente após retirar do armário. Lave antes de utilizá-las;

– Evitar contato com fumantes;

– Dieta e hidratação adequada;

– Evitar a automedicação;

– Utilizar o ar-condicionado com ponderação.

 

Não é manha de criança

Os pequenos não reclamam de graça. Segundo dr. Goya, as crianças geralmente são as que mais sofrem. E não é bobagem. Uma tosse aqui e outra ali, quando em pacientes alérgicos, pode evoluir para quadros infecciosos como sinusite, amigdalite e até pneumonias.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques