
Geraldo Magela/Agência Senado
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, informou que deverão ser usados até R$ 4,5 bilhões do saldo total do FGTS para quitação de débitos no âmbito do programa Desenrola 2, voltado à renegociação de dívidas. “A estimativa é da ordem de R$ 4,5 bilhões. Tem uma trava de, no máximo, R$ 8 bilhões, mas o cálculo é que seria da ordem de R$ 4,5 bilhões”, disse.
Segundo ele, o FGTS tem mais de R$ 500 bilhões em caixa, e o valor reservado para uso no Desenrola não irá comprometer a sustentabilidade do fundo. “Não tem absolutamente nenhum risco aqui de sustentabilidade, de manutenção da atividade do fundo em relação aos empreendimentos no Minha Casa, Minha Vida, empreendimentos de investimento na saúde, no município, em obras de infraestrutura”, argumentou.
Na sequência, o secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Francisco Macena, explicou que o valor do FGTS que estiver comprometido, por exemplo, com o adiantamento via saque-aniversário, não será usado para a quitação de dívidas.
Marinho disse que o Fundo Garantidor de Operações (FGO) deverá recorrer àqueles recursos perdidos que estão em um fundo administrado pelo Banco do Brasil para dar garantia às renegociações de dívidas no âmbito do Desenrola 2. Segundo o ministro, o aporte necessário no fundo é da ordem de R$ 9 bilhões.
Problema antigo
O ministro do Trabalho afirmou também que o endividamento da população brasileira não é um problema novo. “Isso não é um problema que vem se arrastando, não é um problema novo”, sustentou, citando os anos de 2021 e 2022.
“Neste momento, nós estamos debruçados, consolidando as medidas, o presidente Lula fará referência no seu pronunciamento de amanhã e anunciará as medidas na semana seguinte. Talvez na própria segunda-feira ou na sequência, a depender da amarração dos últimos detalhes, que o presidente Lula quer, ao anunciar, que as medidas tenham efetividade”, disse, referindo-se ao Desenrola 2.
Lula fala hoje
O presidente Lula (PT) fará um pronunciamento em rede nacional na noite de hoje, com foco no Desenrola 2. Segundo o titular do Trabalho, é importante que os entes do governo, o BB, a Caixa e as demais engrenagens estejam “plenamente em funcionamento” a partir do anúncio, sem depender de alguma medida.
“Se estiver pronto segunda-feira, será segunda-feira, senão é possível que mude, inclusive aguardando o presidente Lula apertar o botão.”
Estadão/Conteúdo




