Fé que não depende de circunstâncias

Geral

Por Fernando Araújo*

Estamos diante de uma realidade que exige posicionamento. O desafio de quem se diz cristão é o de vivenciar a sua fé. Fé vivenciada é traduzida em ação, comportamento, atitude. Se pretendemos, como devemos pretender, abençoar como temos sido abençoados, influir positivamente sobre a nossa geração, devemos perceber que o desafio é maximizar a experiência, plenificar o coração, é nos aproximarmos objetivamente de Deus e dos seus princípios e deixar que os mesmos sejam implementados em nossas vidas e relacionamentos.

Longe da perspectiva de possuir uma religiosidade formal ou obrigação religiosa social, centrar a nossa experiência espiritual no relacionamento com Deus, na pessoa de Jesus Cristo e apenas por meio Dele que é o caminho, a verdade e a vida. Um Evangelho Cristocêntrico é o Evangelho da Bíblia.

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Jesus nos chamou a segui-lo e imitá-lo. Todos os apóstolos apontaram para a mesma direção, sobretudo Paulo que nos desafiou: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo”. O que Ele estava dizendo é que se alguém precisasse de um modelo, de um paradigma, de uma referência cristã verdadeira e basilar, este norte espiritual só se encontraria no conhecimento de Jesus Cristo, no relacionamento com Jesus Cristo, no seguir a Jesus Cristo.

Jesus chamou os seus discípulos e continua chamando pessoas para segui-lo, o que é diferente de possuir religião. Religiosidade pode ser mera coreografia de fé, apelo social ou formalidade relacional humana. Relacionamento é a proposta de Deus.

O efetivar deste relacionamento é o que muda histórias, transforma corações, estabelece uma nova perspectiva de vida e melhora o homem para si mesmo e para o próximo. Fé advogada apenas como perspectiva filosófica de vida é mero esboço reformador de conduta, que se esvai diante das mais variadas pressões.

Fé segundo Deus se pauta pelo relacionamento. Todo e qualquer relacionamento só se sustenta pelo amor. Por isto mesmo o primeiro grande mandamento é o de “amar a Deus sobre todas as coisas”. Segundo a definição de amor em I Coríntios, capítulo 13, o amor “tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.

Este é o tipo de amor que nos remete ao contexto da fé que não depende de circunstâncias. Prosperando ou não, saudável ou enfermo, empregado ou à procura de emprego, vencendo ou no meio de tremendas dificuldades, é assim que continuo amando a Deus e me relacionando com ele. Nisto se resume uma experiência de fé verdadeiramente abençoadora. Fora disto é esboço de religiosidade com o mero objetivo de dar uma satisfação social ou filosófica, apenas isto.

 

*Pastor da Comunidade Batista Betel em Dois Vizinhos, palestrante, colunista e escritor.

 

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