Pandemia assusta de verdade, e acho que o plano é esse mesmo, jogando logo na cara que a próxima pandemia de gripe está por vir. Não é uma questão de se, mas de quando. Se não for com a nossa geração, será com a próxima.

Tempos atrás se vivia uma eterna ameaça dos vírus de computador. Era como se, do nada, o PC soltasse faíscas seguidas por uma fumaçinha e apagasse fatalmente, enviando seu espírito para o Valhalla dos computadores.
Só que não. Além de isso nunca acontecer, esses vírus evoluíram para ataques mais sorrateiros, roubando senhas de contas e cartões ou sequestrando arquivos. A questão que quero alcançar é que antes tínhamos medo desses contágios e hoje estamos relaxados. Estamos seguindo esse mesmo padrão quando o assunto é saúde pública? Pergunto isso por conta de conceitos tidos como superados que voltaram com força nos últimos anos, do terraplanismo à antivacina.
Talvez fossem apenas vozes não ouvidas num mundo de comunicação limitada, mas os surtos recentes de gripe, dengue, corona vírus e outras moléstias fazem com que o assunto seja muito discutido e refletido. E para se ter um pouco mais de base para verbalizar, a série documental “Pandemia” é muito interessante e alarmante.
Ela assusta de verdade, e acho que o plano é esse mesmo, jogando logo na cara que a próxima pandemia de gripe está por vir. Não é uma questão de se, mas de quando. Se não for com a nossa geração, será com a próxima. Ponto. A “treta” agora é o que estamos fazendo para lidar com a situação.
A produção mostra vários aspectos dessa guerra usando vários núcleos. Por exemplo, uma especialista de uma agência de saúde dos EUA trabalha treinando profissionais e hospitais para que estejam preparados quando a encrenca acontecer. Se lá, que são os “perfeitos”, está assim, como ficam os rincões menos relevantes para a economia?
Vemos também uma pequena empresa de pesquisa que trabalha numa vacina, não para matar uma variação específica da gripe, mas o vírus da gripe em si. Ao invés de enxugar gelo criando vacinas novas todo ano, querem uma para todos. O que será que a indústria que fatura muitos “Trumps$” com gripe acha disso?
Temos ainda o cenário de imigrantes e refugiados que fogem para países ricos, como os EUA, e colocam em risco a saúde pública da Terra do Nunca. Se fossem para outros países pobres, ninguém ligaria, mas como vão para áreas temperadas do Hemisfério Norte, isso é um problema sério. Além, é claro, de situações como a do Congo, onde profissionais de saúde enfrentam o ebola e milícias conspiracionistas antivacinas.
O tema vacina por si só daria muita conversa. Conheço muita gente que não gosta e não toma vacina. Por formação, respeito a vontade dessas pessoas, mas até que ponto essa decisão afeta única e exclusivamente a vida delas? Qual o papel dessa parcela da população no caso de uma epidemia, ou pandemia? Autoridades podem forçá-las a receber vacinas? Isso viola algum direito básico de liberdade?
Pandemia é uma produção da Netflix, com seis episódios que variam entre 41 e 52 minutos e classificação etária de 12 anos.





