Nesta semana, o deputado federal Assis do Couto (PT), coordenador da bancada federal do Paraná e presidente da Comissão de Direitos Humanos, participou de uma série de reuniões para colaborar na resolução do problema do SUS em Francisco Beltrão. Isto porque a população de vários municípios da região corre o risco de ficar sem atendimento público hospitalar com o anúncio da saída do Hospital São Francisco do sistema.
Não apenas o deputado, mas representantes da sociedade civil beltronense estão, desde o anúncio do descredenciamento do hospital – que, se confirmado, deve ocorrer entre 120 a 150 dias -, em busca de uma solução para o problema. “Nós estamos fazendo a nossa parte”, afirmou o parlamentar, que debateu a questão com autoridades estaduais e federais.
No início da semana, em Curitiba, Assis conversou com o secretário de Saúde do Paraná, Michele Caputo Neto. E na quinta-feira, já em Brasília, o deputado foi ao Ministério da Saúde levar o problema ao conhecimento da assessoria parlamentar do ministro da Saúde, Arthur Chioro. Na oportunidade, Assis conversou com Leopoldo Jorge Alves Neto, chefe da Assessoria Parlamentar do Ministério da Saúde.
“Uma das primeiras ações do nosso mandato, em 2015, é colaborar para encontrar uma solução para esta questão”, afirmou o deputado que busca uma audiência com o próprio Arthur Chioro para resolver o problema. Para a próxima semana, o deputado também prevê reuniões em Francisco Beltrão com a diretoria da 8ª Regional de Saúde e tenta articular também uma reunião com a diretoria do Hospital São Francisco. “Queremos entender melhor a demanda também da diretoria do hospital”, concluiu.
Até o dia 30, a direção do hospital deve responder um ofício da Prefeitura de Francisco Beltrão. Caso se confirme o desligamento, a administração municipal vê como alternativa o Hospital Regional do Sudoeste – que estaria sendo “sub-utilizado”, como afirmou o prefeito Antonio Cantelmo Neto (PMDB), antes de entrar em férias, em várias entrevistas.
A posição do governo estadual nesse sentido é contrária. Os pronunciamentos vão no sentido de que o HR é do Sudoeste (42 municípios) e deve atender casos de alta complexidade. A chefe da 8ª Regional de Saúde, Cíntia Ramos, vê como alternativa de atendimento, “os 14 hospitais de pequeno porte da microrregião e o funcionamento da UPA de Beltrão – prevista para ser inaugurada neste primeiro semestre.






