Planejamento para diminuir a incerteza

Um exemplo é o setor de turismo, quando as empresas, além do longo tempo que terão para voltar, deverão voltar com grandes modificações.

Incerteza é a palavra que resume a crise de saúde, que vem impactando na economia. O endividamento vem aumentando e a produtividade diminuindo. Grande parte dos países do globo deve apresentar o pior desempenho das últimas décadas, pois a previsão é de queda no PIB (Produto Interno Bruto) em 2020. Diferentemente de outras crises, em que a queda foi centralizada em alguns países ou blocos econômicos. Além da queda, a retomada é outra coisa que preocupa. Não se tem noção de como será o retorto das atividades e se demanda e produção serão as mesmas do período anterior à crise. Os governos estão gastando o que têm, e o que não têm, em programas de combate à pandemia para mitigar os efeitos econômicos. Sabe-se que uma hora a fonte seca, pois os recursos que o governo arrecada diminuem, juntamente com a diminuição das atividades, e o fechamento de empresas. Cabe lembrar que o governo federal já vinha de déficits. Com as novas propostas de auxílio em andamento, pode-se perder toda economia gerada com a Reforma da Previdência, sem falar que o País necessita de uma Reforma Tributária que possibilite o crescimento. Enquanto isso, algumas capitais planejam um retorno gradual da economia e cidades do interior experimentam o aumento do número de casos. Por isso, um planejamento pautado em informações adequadas é ideal para evitar o abre e fecha de estabelecimentos comerciais. Uma análise que seja baseada numa diversidade de parâmetros, monitorando setores e sugerindo adaptações. É oportuno entender os novos hábitos de consumo e indicar caminhos para que as empresas se adaptem a nova realidade que está surgindo. Um exemplo é o setor de turismo, quando as empresas, além do longo tempo que terão para voltar, deverão voltar com grandes modificações, pois as pessoas estarão mais receosas. Tais modificações no setor geram custos e essa deve ser uma preocupação, pois pequenos e médios podem não conseguir arcar com mais esse gasto. Assim como este exemplo, cada setor deve ter suas peculiaridades e é necessário voltar a atenção a elas. Para isso, ajuda a criação de órgãos e departamentos que possam planejar cautelosamente o retorno pós-pandemia, aliados a instituições e associações comerciais e industriais que contribuam na análise. Nesse momento, é necessário diminuir o efeito da disponibilidade, ou seja, um processo mental em que a probabilidade de algo acontecer é dada a partir da facilidade de lembrança de eventos similares. Existem outras comorbidades, mas como o assunto é um só, atrapalha a assimilação correta de conteúdo, é preciso olhar por completo.

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