Gerencie suas dívidas durante a pandemia

Evite compras por impulso. Estar isolado pode causar ansiedade e levar a uma fuga por meio de compras sem a real necessidade. Busque outras formas de aliviar o estresse.

Para quem está endividado, uma pergunta que deve ser feita é: quais pagamentos é possível pausar? Algumas dívidas já tiveram cessadas as cobranças, em especial aquelas ligadas aos tributos federais, estaduais e municipais; para outras é necessária a negociação com o credor. É importante lembrar que foram apenas adiadas e que futuramente devem ser quitadas, por isso, se você puder, guarde o que for possível, para ficar mais fácil lá na frente. Em abril, o percentual de devedores já era alto, 66%, e, no mês de junho, aumentou para 67%, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), que considera dívidas tudo que for cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, carnês, prestação de carros e seguros e empréstimo pessoal. As famílias com menor renda têm sido mais impactadas, pois o percentual nessa faixa se eleva para 68%, diferentemente das famílias com maior renda, acima de dez salários mínimos, que viram suas dívidas cair de 61,3% em maio para 60,7% em junho. Isso mesmo, para famílias de maior renda a dívida caiu. O problema é que as dívidas que estão sendo assumidas durante a pandemia são para despesas correntes, ou seja, aquelas do cotidiano, necessidades mais imediatas. A situação fica mais complicada se a família perdeu renda de algum membro. O levantamento da CNC mostra que o cartão de crédito continua sendo a principal dívida do brasileiro, seguida de carnês de lojas e financiamentos de automóveis. O resultado revela pontos de melhora com esforços localizados, mas uma crise existente antes da pandemia e que está agravando a situação. Neste cenário, as compras on-line aumentaram, e há uma enxurrada de aplicativos ofertando produtos e serviços a toda hora, por isso é indicado baixar em seu celular apenas aqueles que realmente são necessários e que podem auxiliar neste período de isolamento; não saia descarregando tudo que aparecer. Cuide também com assinaturas automáticas, as quais em um clique podem comprometer parte de sua renda por alguns meses e, no caso de rompimento dos termos do acordo, ocasionará em multas. Perceba que, no isolamento, você deixou de usar muitas coisas, desde roupas, acessórios, maquiagens e demais utensílios. Tente desapegar, talvez alguém esteja precisando e você pode eliminar um custo de manutenção, por exemplo. Por fim, evite compras por impulso. Estar isolado pode causar ansiedade e levar a uma fuga por meio de compras sem a real necessidade. Busque outras formas de aliviar o estresse.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques