Projeto é para construção das casas para famílias retiradas da região da trincheira, no Bairro São Miguel.

As 48 famílias retiradas de áreas de risco do Bairro São Miguel para a construção da trincheira, no início de 2013, ainda aguardam as casas prometidas pela administração municipal de Francisco Beltrão. Nesta semana, em entrevista à Rádio Educadora, o vereador Valmir Dile Tonello (PMN) trouxe o assunto à tona e relatou que as famílias têm cobrado dos vereadores para que o município agilize o processo. “Eles querem saber uma decisão do município, que construa logo essas casas para que eles possam entrar definitivamente em suas residências. Nós estamos pedindo ao Executivo para que faça isso o mais breve possível”, disse o vereador.
De fato, a administração está dando sequência ao processo, conforme afirma Eduardo Scirea, vice-prefeito e secretário municipal de Urbanismo. Segundo ele, o pedido de liberação do loteamento foi protocolado na manhã de terça-feira, 9, no escritório de Beltrão do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). “Demorou 11 meses para o IAP de Curitiba liberar a licença prévia para nós. Agora, conseguimos protocolar no IAP de Beltrão e precisamos aguardar a liberação deles”, destacou.
O IAP de Beltrão confirmou que o pedido foi protocolado na terça-feira. Segundo o órgão, o prazo legal de liberação é de até seis meses, mas pode ocorrer antes, dependendo a demanda de trabalhos da instituição. O próximo passo, segundo o IAP, é a fiscalização para instalação e, na sequência, estando tudo de acordo, será emitida a autorização.
As casas serão construídas em um imóvel comprado pela administração municipal na Linha Santa Bárbara, ao lado do Colégio Agrícola do Sudoeste do Paraná (Ceep Sudoeste).
Scirea ainda destacou que já está tudo acertado com a Cooperativa de Habitação da Agricultura Familiar (Cooperhaf), que elaborou o projeto e irá executar todo o loteamento, incluindo terraplanagens, pavimentação e tubulações. “Depois disso tudo pronto, aí é só iniciar a construção das casas. Já tem verba reservada na Caixa Econômica Federal, pelo programa Minha Cada Minha Vida, para famílias em situação de risco”, afirmou o vice-prefeito.
Mais áreas
Conforme o diretor do Departamento de Assistência Social, Anildo Krug, o IAP não autorizou a utilização de toda a área comprada pela prefeitura para a construção de 48 residências. Por causa disso, a prefeitura terá de comprar uma ou mais áreas nas proximidades para a construção de mais 12 casas, completando o total de 48 residências.
O vereador Dile Tonello também comentou, no Legislativo, sobre os aluguéis sociais às famílias que moravam nas imediações da trincheira da PR 483. “A Prefeitura está pagando aluguel para as famílias, mas tem pessoas que não estão conseguindo pagar todo o aluguel com o valor que está recebendo. Eles não conseguem achar casas dentro do valor de aluguel social, por isso a necessidade de iniciar essas construções o mais breve possível”.
Desde o primeiro mês, todas as famílias receberam o aluguel social no valor de R$ 535 mensais, garante Eduardo Scirea. “Estão recendo certinho e não será suspenso até que as casas estejam prontas. A Câmara de Vereadores já autorizou a renovação por duas vezes, e isso tudo é pago com recursos do Fundo Municipal de Habitação. Contudo, agora precisamos aguardar apenas a liberação do IAP”, ressaltou.
Colaborou Flávio Pedron




