Esta prática poderia reduzir a quantidade de resíduos destinadas ao aterro sanitário.

“Vivemos num país em que a educação é a primeira que vai para a gaveta.” Assim começou a palestra do professor Cláudio Loes, especialista em Educação Ambiental, no Café Acefb de terça-feira, 25, na Associação Empresarial de Francisco Beltrão, que abordou o tema “Compostagem e Educação Ambiental”.
Para Cláudio, a compostagem imita o que a natureza já faz, como, por exemplo, quando as folhas caem das árvores, apodrecem e se tornam adubo natural. No processo de compostagem que Cláudio realiza com alunos de escolas de Beltrão, a atividade é pensada para diminuir a quantidade de lixo orgânico que segue para o aterro sanitário. Em Beltrão, são recolhidas de 70 a 75 toneladas de resíduos orgânicos somente no perímetro urbano.
Desse total, 10 a 15 toneladas poderiam se tornar adubo natural para o cultivo de produtos agrícolas. “A compostagem é o processo de decomposição biológica da matéria orgânica contida em resíduos animais ou vegetais. É feita por muitas espécies de micro-organismos que, em presença de umidade e ar, se alimentam dessa matéria e propiciam que seus nutrientes voltem à terra”, explicou Cláudio. O ciclo orgânico dos alimentos se resume basicamente em plantar, colher, alimentar, reciclar, compostar e adubar.
Num dos contrapontos apresentados em sua palestra, Cláudio comenta sobre a coleta de materiais recicláveis que é feita em Beltrão. “Tem cidades que a gente visita e não têm a separação adequada do lixo orgânico do reciclável. Sentimos a necessidade de ter o saco amarelo para colocar os materiais recicláveis. Se as pessoas começassem a fazer a compostagem em casa ou nos restaurantes, isso se tornaria um hábito”, acredita o palestrante.
Interessados em saber mais sobre como fazer a compostagem podem mandar e-mail para [email protected] ou ligar para o telefone (46) 9923-3094.
Limpeza do Rio Marrecas
Paralelamente aos projetos de incentivo à compostagem desenvolvido em escolas, Claudio e um grupo de pessoas se dedicam, atualmente, à limpeza do Rio Marrecas, na área do Parque Ambiental Irmão Cirilo, no Bairro Padre Ulrico, em Francisco Beltrão.






