Entidades empresariais continuam cobrando do governo federal a reforma tributária.
O Brasil é o último país em retorno dos serviços públicos oferecidos à população. A informação é do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), mas para muitos brasileiros não é preciso estudo para saber o quão ruim é o atendimento prestado ao cidadão. O estudo avaliou os 30 países com as maiores cargas de tributários.
O ranking leva em consideração a arrecadação de tributos do país em todas as suas esferas (federal, estadual e municipal) em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) de 2013 e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU), que mede a qualidade de vida e bem-estar da população.
A Austrália ficou em 1º lugar no chamado Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES), seguida da Coreia do Sul e dos Estados Unidos. Na edição anterior do estudo, os três primeiros colocados foram, respectivamente EUA, Austrália e Coreia do Sul. O Brasil ficou na 30ª posição do ranking, atrás de países como Uruguai (11º) e Argentina (19º) e Grécia (16º).
O professor Idair Marcello, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Unipar, observa que como nenhum país sobrevive sem cobrar impostos, portanto, como é um ônus necessário, a população precisa cobrar maior qualidade e eficiências nos gastos. Os empresários e as entidades de classe têm cobrado uma reforma tributária no País, todavia o assunto não tem avançado. Segundo o entendimento dele, uma reforma tributária não significa redução dos tributos, mas um ajuste. “Ou seja, vão tirar de um lado e pôr em outro, quem sabe buscando mais equilíbrio.”
De acordo com ele, o governo do Estado já fez uma reforma tributária há alguns anos, diminuindo o ICMS dos alimentos e em seguida aumentando a alíquota da energia e das comunicações. “Nos cabe exigir dos governos transparência e o devido retorno dos recursos. O povo não pode ficar calado.”
Conforme o Impostômetro, no ano passado, a população de Francisco Beltrão contribuiu com R$ 126,3 milhões em tributos municipais, estaduais e nacionais. Houve uma queda de 6,93% com relação ao ano anterior, quando a arrecadação foi de R$ 135,7 milhões. Em Pato Branco, a queda foi ainda maior 8,7%. Os pato-branquenses recolheram aos cofres públicos R$ 144,3 milhões. A crise econômica é uma das justificativas para a redução da arrecadação.
O contabilista Sodemir Benedito Carli, professor da Unisep, observa que a carga tributária é alta no Brasil por causa da corrupção. Ele cita como exemplo os gastos elevados do governo e ineficiência na condução de obras públicas. “Como o dinheiro é mal gasto não sobra para retornar à população, os serviços básicos não recebem o investimento necessário.” Carli observa que essa má gestão pública desmotiva o povo que diminui a arrecadação ou sonega por achar injusto a falta de retorno em serviços públicos. (Com informações do G1)






