“Fizemos um grande ajuste fiscal que permitiu ao Paraná voltar a crescer e planejar seu futuro”, diz o governador Beto Richa.

Foto: Orlando Kissner/AEP
O jornal “O Globo” de ontem, 25, destaca que o Paraná é o único Estado da federação a projetar investimentos em obras em 2016, ao contrário dos demais estados, principalmente os de mesmo porte, que preveem corte de R$ 8,5 bilhões nos investimentos. “Na contramão dos demais estados, o Paraná projeta para 2016 um aumento de 21,73% na verba para novos projetos. A lei orçamentária mostra que a quantia destinada aos investimentos passou de R$ 2,86 bilhões para R$ 3,48 bilhões”, diz o diário carioca.
Os R$ 3,5 bilhões ao que se refere o jornal são recursos do Tesouro do Estado que, somados aos investimentos das estatais (Copel, Sanepar, Compagas), chegam perto dos R$ 8 bilhões em 2016. O governador Beto Richa (PSDB) argumenta que os recursos serão investidos mesmo com as dificuldades do momento econômico nacional. “Fizemos um grande ajuste fiscal que permitiu ao Paraná voltar a crescer e planejar seu futuro. Vamos investir R$ bilhões em 2016”, disse Richa ao liberar ontem mais R$ 61,2 milhões para obras de asfalto, creches e ampliação de hospital.
O jornal do Rio do Janeiro confirma que a retomada dos investimentos só foi possível com o realinhamento dos impostos. O secretário da Fazenda do Paraná, Mauro Ricardo Costa, afirma que o Estado praticava “subtributação”, com alíquotas de ICMS de 12% e de IPVA de 2,5%, que foram revisadas para 18% e 3,5%, respectivamente. A verba permitirá a duplicação de estradas e a remodelação de avenidas.
Demais Estados
A Bahia também projeta investimentos maiores, mas a alta é de apenas 2,13% (inferior à inflação). A verba para os novos projetos, que era de R$ 4,22 bilhões, passou para R$ 4,31 bilhões. Segundo maior orçamento do País, Minas Gerais estima encolher a verba para novos projetos de R$ 4,34 bilhões para R$ 3,85 bilhões.
Em crise financeira, o Rio Grande do Sul prevê uma redução de 30% nos investimentos este ano, de R$ 2,26 bilhões para R$ 1,58 bilhões. No ano passado, os gastos já haviam sido baixos. O Estado só conseguiu investir R$ 658 milhões (dado preliminar), menos de um terço do previsto.
Santa Catarina é outro Estado que prevê uma diminuição expressiva dos investimentos: 22%. A verba para novas obras passou de R$ 4,26 bilhões para R$ 3,32 bilhões. A Secretaria da Fazenda passou informações sobre a execução orçamentária de 2015, mas não respondeu à pergunta sobre os motivos para a redução dos investimentos. O Ceará não comentou a queda de 2,42% na verba para novas obras em 2016. E a secretária da Fazenda de Goiás, Ana Carla Abrão, não foi localizada pelo “O Globo” para explicar a previsão de redução de investimento de 3,64% em 2016.
O presidente da Assembleia Legislativa, Ademar Traiano, disse que o Paraná vai investir tal montante (R$ 8 bilhões) porque se antecipou aos demais e tomou medidas duras, mas necessárias para enfrentar a crise econômica nacional e reequilibrar as finanças. “Com esse reequilíbrio, o governo poderá investir em obras e projetos por todo o estado, blindando os paranaenses da crise. O Paraná é exceção entre estados ricos”, completou Traiano.





