
Foto: Assessoria.
O deputado estadual Nelson Luersen (PDT) defendeu que o governo do Estado faça “obras emergenciais” de melhorias da rodovia PR-280 – de Realeza (Distrito de Marmelândia) a Palmas (Trevo de Horizonte), na região Sudoeste, “antes de pensar em privatização e criação de novos pedágios.”
Para Luersen, “implantar novos pedágios em um momento de crise econômica nacional e internacional fatalmente resultaria em tarifas caras, já que os juros estão em alta e o crédito, escasso. “
O parlamentar lembra que a Assembleia Legislativa já aprovou a destinação de R$ 86 milhões para obras de infraestrutura rodoviária no Sudoeste, no Orçamento do Estado para 2016. “E o governo tem dito que em razão do ajuste fiscal promovido desde 2014, com aumento de impostos e corte de benefícios de servidores, o Estado teria para este ano uma sobra de caixa de R$ 3 bilhões para investimentos, sendo boa parte para obras rodoviárias”, comentou o pedetista.
“Pedágio a gente sabe como começa e não sabe como termina. Corremos o risco de repetir os erros das concessões feitas na era Lerner, que resultaram nas mais altas tarifas de pedágio do País”, alerta o deputado. O momento atual é péssimo, e muito parecido com a década de 90, quando foram licitados as atuais concessões de rodovias no Paraná, que resultaram em tarifas incompatíveis com a realidade da economia, prejudicando desde a dona de casa até o pequeno produtor rural e os empresários”, criticou Luersen.
Na avaliação do parlamentar, “o melhor caminho seria o governo promover obras de melhorias nas estradas da região com recursos próprios, com implantação de terceiras faixas nos trechos mais críticos e de maior movimento, além de trincheiras e alças de acesso às cidades cortadas por essas rodovias. E, futuramente, com a melhoria do cenário econômico, e somente após ampla discussão com a sociedade organizada e o setor produtivo, através de audiências públicas, pensar em um pedágio de manutenção, com preço compatível com a realidade da economia local.”
Governo federal e a “Rodovia do Frango”
O deputado lembra que recentemente o governo federal lançou concessão de um trecho de 460 quilômetros formado pelas BRs-476/153/282/480, que atravessam o Paraná e Santa Catarina, ligando a Lapa a Chapecó – conhecido como “Rodovia do Frango” -, com preço máximo para a tarifa de pedágio de R$ 13,40 a cada trecho 100 quilômetros. No final do ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu o leilão de concessão, entre outros motivos, em razão do alto preço da tarifa.







