Valdir Ramos: a voz da Hora do Mate na Educadora


Com 13 anos, ele comprou um toca-fitas e um toca-discos. Colocou os dois na cabeceira de sua cama. Colocava músicas, falava gravando nas fitas e depois ouvia, como se estivesse apresentando um programa, sem nunca ter conhecido uma rádio.


Valdir Ramos sonhava desde criança em ser locutor.

Vamos contar a história do radialista Valdir Ramos. Confira:

Valdir é uma pessoa muito humilde e prestativa. Faz 29 anos que iniciou na Rádio Educadora de Francisco Beltrão. Ele apresenta o Programa Hora do Mate, que possui uma grande audiência.

Valdir Ramos nasceu dia 21 de novembro de 1969, na Costa do Rio Santana, na comunidade de Seção Progresso, filho de Amantino Cândido de Ramos e Laudelina Alup. Eram sete irmãos, Valdir é o mais novo.

Trabalhavam todos na roça. Em 1972, mudaram-se para a comunidade da Vila Lobos, em Francisco Beltrão. Em 1978, vieram pra cidade, no Bairro Vila Nova, onde Valdir reside até hoje.

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Seu primeiro emprego foi de picolezeiro, depois cobrador de lotação e chapeador. Em 1984, tornou-se açougueiro e trabalhava no mercado do Danilo Marcon. Trabalhou também no Frigorífico do Arthur Ferraz, na comunidade da Nova Seção.

Em 1989, casou-se com Adiles de Ramos, com quem teve duas filhas: Sabrina e Graziele. Sabrina seguiu a profissão do pai, também é locutora e hoje trabalha na Rede Massa com edição de textos.

“A minha caminhada na rádio iniciou com o Doracílio de Andrade, o popular Canhão, no programa ‘Parada 1.060’, que era apresentado ao vivo em bairros e comunidades.” Valdir era quem montava o som.

Os programas eram animados e divertidos, com a participação de muitos cantores. “Quando Artêmio Sutile assumiu o programa Parada 1.060, passei a ajudar na locução. O Artêmio era como um pai pra mim. Após o falecimento dele, assumi o programa. No dia 1º de setembro de 2001, a Rádio Educadora assinou minha carteira como sonoplasta e locutor. Sou muito feliz por até hoje estar no comando do programa.”

Atualmente, Valdir apresenta o Programa Hora do Mate de segunda a sexta-feira — das 17 horas às 19 horas, só com música gauchesca; das 19 horas às 21 horas, com sertanejo raiz. E, aos domingos, das 6 horas às 12 horas, com músicas gauchescas.

Valdir acredita que cada profissão é um dom. Seus pais falavam que, quando ele tinha três anos, pegava uma madeira e fazia de conta que era um microfone. Com 13 anos, ele comprou um toca-fitas e um toca-discos. Colocou os dois na cabeceira de sua cama. Colocava músicas, falava gravando nas fitas e depois ouvia, como se estivesse apresentando um programa, sem nunca ter conhecido uma rádio.

Em 1972, à noite, a família se reunia para ouvir os programas de rádio. Valdir tinha curiosidade e pedia pra seu pai explicar como o rádio podia falar. Seu pai dizia que havia um homem dentro do rádio. “Eu não entendia como um homem podia caber dentro de um rádio tão pequeno. São lembranças que jamais esquecerei. A gente ouvia os programas do Canhão e dos Lara”.

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