Agora é o setor industrial que enfrenta dificuldades.

Foto: Beto Rossatti
O presidente da Associação Paranaense dos Suinocultores (APS), itapejarense Jacir Dariva, disse que depois de um ano extramente ruim para o setor, em 2016, os preços do quilo do suíno finalmente reagiram. Em janeiro de 2017 a cotação do suíno vivo ficaram acima da média, e agora em fevereiro se mantém com tendência altista.
Suinocultores da região receberam ofertas de até R$ 5,00 o quilo vivo, mas Dariva afirma que não tem animal pronto para o abate. “As granjas estão desabastecidas, e muitos suinocultores eliminaram seus plantéis”, afirma o presidente da entidade. Nos últimos anos, os custos de produção aumentaram e a atividade ficou ainda mais concentrada entre poucos produtores.
Jacir Dariva informa que as indústrias entraram em 2017 praticamente sem estoques, o que aqueceu o mercado, levantando os preços. “O quadro continua assim para este mês entrando na segunda quinzena com patamares elevados para o preço do quilo do suíno vivo na granja”.
Além dos preços que reagiram, outro ponto positivo foi a queda no custo de produção. Com o milho na média dos R$ 27,50, os produtores estão recuperando os prejuízos verificados praticamente durante todo o ano de 2016. Os suinocultores estampam um largo sorriso, enquanto as indústrias enfrentam dificuldades.
A Palmaly, que possui unidade agroindustrial em Palmas, demitiu 200 funcionários e segurou projetos de expansão.




