Alunos dão ”aula” de história do Município

Um banner com a letra do hino auxilia os alunos na hora de cantar.

 

Alunos da Escola Maria Basso Dellani dão uma aula de história do município de Beltrão. 
Na foto com os professores Janete Dalbosco e Evandro Carlos Cogo. 
Fotos: Leandra Francischett/JdeB

“O hino do Município conta a história de Francisco Beltrão”, adianta Conrado Maffioletti Hall, do 4º ano da Escola Municipal Maria Basso Dellani, no início da reportagem. “Primeiro vieram os índios e os caboclos, depois vieram pessoas dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, completa sua colega Caroliny Hang.

“Quando se fala em história do município, eu lembro do final, que é a Revolta dos Posseiros. Lembro que o professor mostrou fotos queimando os documentos da Citla [notas promissórias que a Citla obrigou os posseiros a assinarem; a Citla era uma companhia de terra]. Os posseiros expulsaram os jagunços”, relata Conrado, do seu jeito. 
“Lembro da Vila Marrecas e da Cango”, diz Luísa de Bortoli de Jesus. O professor Evandro Carlos Cogo, regente do 4º ano C, explica que a Cango foi criada em 1943, pelo presidente Getúlio Vargas, e “veio de Pato Branco pra cá em 1946. A Cango deu início ao Município, porque abriu estradas, ajudou a construir moradias e distribuiu lotes, embora fosse para posseiros, isso incentivou a vinda de colonizadores”. 
“A Cango construiu a primeira ponte, do lado do quartel, e abriu a primeira estrada de Francisco Beltrão a Pato Branco”, afirma Gustavo Castoldi da Silva. Após a revolta, o Governo Federal e o Governo do Paraná criaram, em 1962, o Grupo Executivo para as Terras do Sudoeste do Paraná (Getsop), para resolver o problema da legalização das terras e teve Beltrão como sede. “Isso levou 12 anos, porque foi feita a escritura de todo Sudoeste; em 1974, foi extinto.” Segundo o professor Evandro, foram mais de 40 mil títulos de escrituras. 

- Publicidade -
Caroliny Hang, Conrado Maffioletti Hall, Júlia Faust, Luísa de Bortoli de Jesus, Gustavo Castoldi da Silva e 
o professor Evandro Carlos Cogo falam sobre a Revolta dos Posseiros e a história de Francisco Beltrão. 

 

Disputa de terras
“Quem ajudou a terminar a Revolta dos Posseiros foi o doutor Walter (Pécoits)”, destaca Caroliny. “Porque ele entrou no escritório da Citla e pediu para eles saírem, porque os posseiros estavam em maior número lá fora e a Citla se rendeu”, declara Conrado. “Daí o escritório e as escrituras foram queimados”, afirma Luísa. “Lembro que o professor disse que a primeira coisa que ele (Dr. Walter) falou foi ‘eu tô aqui não para brigar, mas para resolver as coisas’. A Citla chegou em 1950 e a revolta foi em 1957”, completa Gustavo. 

Estudantes do 4º ano C com os professores Janete Dalbosco e Evandro Carlos Cogo. 

 

Luísa lembra ainda que a Revolta dos Posseiros aconteceu dia 10 de outubro de 1957 e a emancipação, dia 14 de dezembro de 1952. “Antes era Vila Marrecas e pertencia a Clevelândia e, com a emancipação, tornou-se município”, comenta o professor Evandro. “Eles fizeram uma guerra por aqui por causa da terra fértil e da madeira boa”, finaliza Caroliny.

Com a bandeira de Francisco Beltrão, alunos da Escola Maria Basso Dellani dão uma “aula” de história do Município.
Na foto, com os professores Janete e Evandro Carlos. 

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques