No Paraná, são 494 crianças e adolescentes aptos para adoção, sendo o quarto estado com o maior número.

Cerca de 200 pessoas participaram de uma audiência pública para discutir ações relacionadas à Adoção e ao Apadrinhamento Afetivo, no Plenário da Assembleia Legislativa. Cerca de 200 pessoas participaram de uma audiência pública para discutir ações relacionadas à Adoção e ao Apadrinhamento Afetivo, no Plenário da Assembleia Legislativa.
O evento foi organizado pelo deputado estadual Devanil da Silva Cobra Repórter (PSD), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente, Idoso e da Pessoa com Deficiência (Criai). Lembrando que dia 25 de maio é o Dia Nacional da Adoção. No Paraná, são 494 crianças e adolescentes aptos para adoção, sendo o 4º estado com o maior número.
A audiência pública começou com o debate dos promotores da Vara da Infância e Juventude de Curitiba e Araucária: Mariana Bazzo e Davi Kerber.
Eles destacaram números do Conselho Nacional de Adoção (CNA). Uma pesquisa aponta que, hoje, são 5.036 crianças e adolescentes em casas de acolhimento espalhadas pelo Brasil aptas para adoção. Destas, cerca de 70% tem entre 12 e 17 anos de idade.
“Esses números são considerados altos já que, a partir dessa idade, as chances de adoção são mínimas. Em uma consulta realizada no início do mês, há pelo menos 262 adolescentes em situação de acolhimento com chances mínimas de adoção só em Curitiba”, explicou o promotor Davi Kerber. Os promotores destacaram que a maior parte dos interessados em adotar crianças tem a preferência por bebês. Enquanto isso, milhares de crianças mais velhas continuam em instituições.
Convívio familiar
“O programa de Apadrinhamento Afetivo não resolve o problema, mas possibilita a essas crianças a oportunidade do convívio familiar e da criação de laços com pessoas de fora da instituição de acolhimento. É uma atividade regulamentada pelo Governo Federal”, explicou a promotora Mariana Bazzo. O Athletico, por exemplo, desenvolve um projeto com crianças e adolescentes que vivem em abrigos de Curitiba e Região Metropolitana, na busca pela inclusão social. O Furacão participa do projeto Padrinho Torcedor, que incentiva o apadrinhamento de jovens que, devido à idade, têm poucas perspectivas de adoção.
As ONGs Recriar e Dindo, presentes no evento, são parceiras do Clube nessa campanha, que conta com o apoio do Ministério Público do Paraná e do Poder Judiciário. O objetivo é oferecer convivência familiar e comunitária a esses jovens. O deputado Cobra Repórter garantiu que temos que incentivar iniciativas importantes como esta.
“Através do projeto, grupos de amigos ou famílias de Curitiba e região podem colaborar na oferta de atividades de desenvolvimento e de educação aos jovens acolhidos nessas entidades, mesmo sem a pretensão de assumir a adoção ou mesmo a guarda”, disse o deputado.





