Em todas as entrevistas, atletas e comissão técnica enfatizaram que buscavam o título, mas não se podia menosprezar o segundo lugar.

Um grande jogo. Esse pode ser o resumo da decisão da Série Ouro entre Foz Cataratas e Cresol/Dois Vizinhos no último sábado, 14, no Ginásio Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu. O time da fronteira venceu por 1×0, gol de Léo Evangelista, e celebrou o bicampeonato na competição. A partida foi bastante equilibrada, com as equipes oscilando bons momentos, mas as chances criadas pelo Galo esbarraram na boa atuação do goleiro Henrique, do Foz.
No fim, sem choro ou decepção para os duovizinhenses, que foram aplaudidos em pé pelos cerca de 150 torcedores que estiveram no ginásio. “Sabíamos que era difícil, mas jogamos bem, tivemos volume de jogo. Quero agradecer o ano que tive em Dois vizinhos, à diretoria que me ajudou, muita gente desconfiou da gente e conseguimos mostrar, na quadra, nosso trabalho”, disse o fixo Ramón. O ala Luciano destacou a boa campanha do Galo: “O Foz mereceu, mas não chegamos na final por acaso. Parabéns às duas equipes que proporcionaram um grande espetáculo na final”.
O pivô Gugu Flores comemorou o fato de terminar o ano jogando, já que no começo da temporada ele teve uma lesão grave no joelho e passou por cirurgia. “Ninguém acreditava, mas nós acreditamos sempre. Quando nos juntamos, no dia 15 de fevereiro, em Dois Vizinhos, sabíamos que o grupo tinha qualidade e podíamos chegar longe. Para muitos foi surpresa, mas nós, que trabalhamos todos os dias, acreditávamos que íamos chegar longe. Eu fui infeliz durante a temporada, sofri uma lesão, mas agradeço a Deus por terminar jogando. Vamos trabalhar, levantar a cabeça e sair com a sensação que entregamos o máximo dentro de quadra.”
O capitão Neném Ribeiro, que levantou a taça do segundo lugar, também destacou a campanha: “Começamos com o pensamento de não cair, mas sabíamos da qualidade dos jogadores que tinham sido contratados. Focamos em classificar entre os oito e nos playoffs a equipe criou corpo, crescemos, eliminamos o Pato e o Marreco e, infelizmente, não fizemos partidas semelhantes contra o Foz. Lutamos, tentamos, infelizmente não deu. O futsal é assim, tem que sair um perdedor, mas temos que levantar a cabeça”.
Fala, professor
O técnico Fabinho Gomes lamentou o mau desempenho no primeiro tempo do primeiro jogo. “Infelizmente, eu acredito muito que nosso primeiro tempo em Dois Vizinhos definiu a decisão. Se conseguíssemos um placar ao nosso favor, com certeza, na casa deles, conseguiríamos conquistar o título. Tem que se louvar o que jogamos hoje, buscamos o jogo a cada momento, com maior volume. Eu estou muito feliz sendo vice-campeão. Tenho muito orgulho, a cidade e a torcida nos abraçaram e todos precisam se sentir orgulhosos. Somos segundos colocados no campeonato mais difícil no Brasil, com um investimento de R$ 40 mil por mês, eliminando, na trajetória, o bicampeão brasileiro e o Marreco. Todos são merecedores de estarmos aqui e me sinto muito orgulhoso”, avaliou. Fabinho, que permanece no Galo em 2020, ressaltou que agora o foco é a montagem do elenco.
Sem férias para a diretoria
Diomar Ruaro, diretor do Galo, tratou o ano como histórico e também falou sobre a próxima temporada. “Perder uma final nunca é bom, mas falando sobre o ano, como iniciamos e aonde chegamos, temos que celebrar. Se olharmos quem desbancamos no campeonato, times tradicionais com bons investimentos, estamos de parabéns. Foi um ano histórico, incrível e serve de aprendizado. Temos que raciocinar daqui para a frente, planejar friamente, pois percebemos que é possível chegar, não existe bicho papão. Estamos com o elenco do próximo ano 70% fechado, semana que vem vamos lançar o sócio torcedor para levantar recursos e trazer peças renomadas para o Galo. É planejamento com calma, trazer equipe de alto nível porque não tem bicho papão, dentro da quadra é cinco contra cinco”, conclui.
O ano de 2019 em números
O Galo teve 47 jogos em 2019, conquistando 22 vitórias, 7 empates e 18 derrotas. Foram 124 gols marcados e 114 gols levados. A equipe chegou em duas semifinais (Copa Rádio Chopinzinho/Doce Docê e Liga Paraná Futsal) e decidiu a Série Ouro. Outro dado é que o técnico Fabinho Gomes se tornou o treinador com mais jogos no comando do clube: nas duas temporadas, foram 91 partidas, contra 86 de Antônio Rubens Vaz, o Foca.

Federação Paranaense de Futsal, Jesuel Laureano de Souza. Foto: Nilton Rolin





