A empresa que ele criou é a mais antiga entre as que continuam em atividade em Francisco Beltrão

Gaúcho de Roca Sales nascido em 5 de setembro de 1926, Nelson Sanderson mudou para Chapecó em 1950 e logo depois para Xaxim (SC), onde conheceu uma garota cujo pai não admitia o namoro. Mas o amor dos dois falou mais alto, Nelson Sanderson e Lida Lunardi casaram e vieram se estabelecer em Francisco Beltrão. Pioneiros daqui. Criaram uma empresa que hoje é a mais antiga da cidade ainda em atividade. Começou como mecânica e depois se transformou na Retífica Sanderson, uma das marcas fortes de Francisco Beltrão.
Quando eles chegaram, em abril de 1953, a cidade começava a se motorizar. Carroças davam lugar a automóveis. E estrebarias ficaram sem finalidade. Nelson e Lida alugaram uma antiga estrebaria e a adaptaram para sua empresa, na rua Curitiba, no centro.
Depois compraram o terreno onde a empresa está estabelecida até hoje, um lugar estratégico da cidade, tanto do ponto de vista geográfico como histórico. É no início da área central para quem chega de Marmeleiro, no entroncamento das avenidas que lembram os dois pioneiros que iniciaram o loteamento da cidade: Júlio Assis Cavalheiro e Luiz Antônio Faedo.
Nelson e Lida tiveram seis filhos: Lea, André (é o diretor geral da empresa), Leane, Sandra, Silvana e Nelson Júnior.
Nelson Sanderson foi vereador na gestão 65-68. Ele se orgulhava de ter sido o autor do projeto de lei que dava incentivo à instalação de indústrias no município, com doação de terrenos e isenção de impostos por determinado período.
Nelson Sanderson também se destacou como empreendedor. Além das instalações de sua empresa, construiu o primeiro condomínio da cidade, o edifício que leva o nome de sua filha Silvana, no mesmo endereço de sua residência e em frente à Retífica Sanderson.
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Rua no Padre Ulrico
O nome de Nelson Sanderson também está numa rua do Bairro Padre Ulrico. Paralela à principal (Otacílio Dias), liga a Fioravante Cella com a Orlando Pedron. Tem projeção de continuar após a Orlando Pedron, mas naquele trecho tem várias casas construídas no terreno da futura rua. Dos vários de seus moradores que neste sábado de manhã formavam uma roda de chimarrão, ninguém sabia da história do homem que deu nome à rua. Ao saberem que hoje seu Nelson estaria completando 94 anos, perguntaram: tem bolo?
Se seu Nelson estivesse vivo, em não estivéssemos em período de pandemia, certamente teria bolo e ele receberia os cumprimentos da família e dos muitos amigos que fez nos 47 anos que residiu em Francisco Beltrão.

Dona Lida e André (o Mano) estão viajando. Na Retífica Sanderson, o Clóvis Nehues, que está na empresa há 36 anos, lembra que, se o aniversário do seu Nelson era durante a semana, ele não comemorava no dia, porque era dia de trabalho e ele levava o trabalho muito a sério, “não tinha horário nem lugar”. Mas no fim de semana mais próximo ele fazia, em sua chácara, um almoço ou jantar para a família e os funcionários da empresa.





