Fetranspar se manifesta contra possibilidade de greve dos caminhoneiros

Se for deflagrado, o movimento não vai contar com as empresas de transporte de cargas.

 A medida que se aproxima o fim do mês de janeiro, aumentam os rumores na imprensa e nas redes sociais de que parte dos caminhoneiros autônomos pretendem fazer uma paralisação, segunda-feira, 1º de fevereiro.

Quarta-feira, 27, o presidente Jair Bolsonaro fez um apelo para que os motoristas de caminhão não paralisem suas atividades. A Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado do Paraná, que representa perto de 20 mil empresas do setor, “vê com preocupação essa hipótese e reitera seu posicionamento como inoportuna uma iniciativa de pressão ao governo nestes moldes, em momento de pandemia”.]

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A entidade frisa, no entanto, que não questiona as pautas que profissionais autônomos colocam à mesa de negociações. As mesmas precisam ser discutidas buscando um consenso.

Contudo, no entendimento da Fetranspar, as demandas não devem ser motivo para uma eventual paralisação em plena pandemia, pois isso trará transtorno ao cidadão brasileiro que já sofre com o atraso das vacinas, com a ansiedade de conviver com a possibilidade de contágio da Covid-19, com os comércios e instituições de ensino no abre e fecha, com unidades de saúde lotadas, e profissionais de linha de frente extremamente cansados.

O momento é totalmente desfavorável e será visto como uma falta de consideração da classe pelo povo brasileiro. Por outro lado, a Fetranspar frisa que o Governo Federal deve dar uma maior iniciativa, melhorando o estreitamento do diálogo com esses profissionais.

A Federação salienta que a possibilidade de paralisação não inclui nenhuma das empresas de transporte do setor paranaense. A ideia também é rechaçada pelos dez sindicatos patronais dos transportes no Estado, que fazem parte da Fetranspar.

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