Polícia Civil suspeita que contêiner de desodorantes seja carga furtada

“O proprietário não apresentou nota fiscal dos produtos e não soube informar a origem.”

Grande quantidade de desodorantes estava dentro de um contêiner no interior de Francisco Beltrão.

A Polícia Militar de Francisco Beltrão apreendeu um contêiner com várias caixas de desodorantes na noite de quinta-feira, 13. Uma equipe da Rotam (Ronda Ostensiva Tático Móvel) fazia patrulhamento pela PR 483, quando avistou um contêiner aberto, virado para um caminhão com alguns homens carregando caixas. No interior do contêiner e do caminhão havia várias caixas de desodorante da marca Rexona.

O proprietário da carga se identificou para a equipe policial, assim como o dono do caminhão. Eles disseram que pegaram a carga na Argentina e iriam levá-la até Curitiba. A Polícia Militar estimou cerca de 4 mil caixas de desodorante.

O proprietário da carga relatou que os produtos não seriam seus e sim de uma apreensão da Polícia Civil, a qual estava devidamente lacrada, tendo seus lacres rompidos para o cometimento do furto.

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O delegado-chefe da 19ª SDP, Ricardo Moraes Faria, disse ao JdeB que nesta semana a Polícia Civil recebeu uma informação de que um ferro velho estaria abrigando produtos de origem ilícitas. A equipe de investigação passou a apurar a denúncia, quando os policiais chegaram ao local identificaram um contêiner com milhares de desodorantes. O proprietário não apresentou nota fiscal dos produtos e não soube informar a origem. “Nós constatamos que era da indústria brasileira então não caracterizava a possibilidade de descaminho, ou seja, produto que teria vindo da Argentina ou do Paraguai. Neste contexto, começamos a verificar boletins de ocorrência que indicassem furto ou roubo de carga de desodorante nos últimos meses.”

A Polícia Civil fez uma investigação ampla e num primeiro momento não encontrou nenhum registro no Paraná, expandindo a busca para outros estados. Enquanto isso, para resguardar a carga, a Polícia Civil fez uma apreensão administrativa, deixando o contêiner lacrado com cadeado no próprio local.

Segundo o delegado, caso não fosse constatado nenhum crime patrimonial, “poderia ser apenas uma questão administrativa para regularizar perante a Receita”. O delegado relatou que, se fosse só a falta de nota fiscal, a Receita poderia ir no local fazer a autuação e a carga seria liberada para o proprietário. “Como tinha essa possibilidade, seria custoso ao Estado fazer todo o deslocamento da carga para delegacia e depois ter que devolver, por isso que optamos por lacrar e deixar apreendida no próprio local.”

Mesmo com os produtos apreendidos, o proprietário e mais uma pessoa foram à noite de quinta-feira no local para fazer o transbordo da mercadoria para um caminhão. Acabaram presos pela Polícia Militar. O delegado de plantão os autuou pelo delito de furto qualificado, porque a carga já estava apreendida. “A investigação continua para apurar a origem da carga e, ao que tudo indica, são objetos de crime patrimonial anterior, possivelmente furto e desvio de carga.”

A carga e o caminhão apreendido foram enviados à Receita Federal de Dionísio Cerqueira (SC). A PM também entrou em contato com a delegacia de Polícia Federal de Cascavel, que orientou entregar a carga e o caminhão na receita federal.

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