Adolescente que planejava ataques a escolas está internado em hospital psiquiátrico

Policiais

Material encontrado pela Polícia Civil de SP na posse de um menor que estava conversando com o adolescente de Palmas.

O menor de idade apreendido pela Polícia Civil de Palmas, no início deste mês de junho, por participar de conversas na internet que indicavam possíveis ataques a escolas, está internado em um hospital psiquiátrico. Quem confirmou a informação foi o delegado da Polícia Civil Felipe Silva de Souza.

A investigação começou a partir de uma informação do Departamento de Segurança dos Estados Unidos, que fez comunicação para a embaixada americana do Brasil e, por sua vez, ao Ministério da Justiça e à Polícia Civil do Paraná, através do Núcleo de Crimes Cibernéticos (Nuciber). O morador de Palmas estava planejando ataques em escolas.

A operação teve abrangência nacional porque o jovem de Palmas fazia parte de um grupo e se comunicava com pessoas de São Paulo e do Pará. Nestes estados a Polícia também fez apreensões. Os policiais apreenderam na casa do menor de Palmas aparelho celular, notebook, HDs e pendrives. O delegado considerou o caso muito grave, porque as conversas interceptadas pelo EUA envolviam ataques em escolas, inclusive, o menor de Palmas em dado momento orienta outra pessoa sobre como matar a mãe.

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O delegado Felipe informou que ainda está aguardando os laudos periciais dos equipamentos eletrônicos apreendidos na casa do adolescente “para a gente ver a extensão, ver até onde e com quem este adolescente estava mantendo contato”. Uma análise preliminar do celular do rapaz não mostrou contato com demais moradores da região Sudoeste do Paraná. “Eram todos DDDs de São Paulo, óbvio foi uma análise preliminar, não uma perícia, mas no depoimento ele admitiu tudo que havia para admitir, foi muito sincero nas suas palavras e, inclusive, disse que tentou recrutar gente em Palmas, mas que ninguém topou seguir a missão dele.”

Para a Polícia Civil, o caso é considerado concluído, tipificado com elementos de incitação ao crime, mas pode também ser enquadrado na Lei de Terrorismo, de acordo com as evidências apuradas pela Polícia Científica. Uma das pessoas com quem o adolescente de Palmas conversava em São Paulo tinha em sua casa um arsenal de armas brancas, com vários tipos de facas e machadinha. Além de outros objetos como máscaras e roupas camufladas. “O material típico usado nestes massacres”, comentou Felipe.

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