Famílias que compraram terreno e não receberam aguardam decisão da Justiça

Coophamar pretendia implantar um novo loteamento, mas não tirou o empreendimento do papel.

 Área de 26 mil m² nem chegou a ser transferida para a Cooperativa de Habitação de Marmeleiro (Cophamar). Muitas pessoas entraram na Justiça.

Juliana Santos reuniu as economias e comprou um terreno no loteamento Coophamar 4 em 2014, mas ainda hoje mora de aluguel. Ela é uma das lesadas pela Cooperativa Habitacional de Marmeleiro, que deixou outros cooperados na mão sem concluir o novo loteamento. “Como a cooperativa já tinha outros empreendimentos concluídos e entregues, achei que poderia confiar e investir pra ter realizado o sonho da casa própria, mas não foi o que aconteceu”, conta.

São dezenas de pessoas que ingressaram na Justiça para buscar uma solução. O advogado Luiz Burille representa ao menos 25 pessoas — incluindo Juliana — que pagaram parte ou todo o valor dos lotes entre 2013 e 2014, mas não receberam a documentação. Segundo Luiz, houve um desacordo entre a proprietária da área onde seria implantado o loteamento, que afirma não ter recebido a integralidade do valor acordado para venda, e os gestores da cooperativa, que alegam terem quitado o terreno. Com isso, a área de 26 mil m² não foi transferida para a Coophamar, que elaborou o projeto de implantação do loteamento, com a divisão dos terrenos, mas não chegou a construir qualquer infraestrutura no local.

O morador Julio Secco também ficou no prejuízo ao se associar à cooperativa e não receber o terreno e agora espera por uma solução. “A gente queria que o dinheiro pago fosse devolvido, tudo corrigido, certinho, ou que tivéssemos o terreno”, diz.

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De acordo com o advogado, desde que o grupo ingressou na Justiça, em 2015, o objetivo é rescindir o contrato para ter de volta os valores já repassados à Coophamar, mas também há possibilidade de acordo. “O processo está tramitando há quase seis anos, teve diversas petições das partes e agora está na fase de conclusão de sentença”, detalhou Burille. A expectativa é de que a Justiça decida sobre o caso nas próximas semanas.

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