Graciliano, de 97 anos, diz que nunca se casou por ser muito ciumento

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Graciliano mostra tanque que pesa 70 kg. Foi esse que ele tentou mudar de lugar quando machucou as costas.

Graciliano Borges da Silva, de 97 anos, é natural de Passo Fundo (RS). Ele comemora seu aniversário em duas datas. A confusão quem fez foi seu pai. Graciliano nasceu no dia 11 de março de 1924. O pai demorou muito para ir no cartório. Para não pagar uma multa de 10 mil réis, o seu registro de nascimento saiu com a data de 19 de agosto de 1925.

Graciliano nasceu e se criou na roça, sempre foi um homem honesto e trabalhador. Ele conta que sempre teve muita sorte para arranjar namoradas. Só que seus relacionamentos não duravam muito e era por sua culpa. Ele sentia muito ciúme. Quando era combinado pra namorar sério, depois de algumas semanas começava a sentir “um ciúme danado”. Daí, não dava mais sossego para as moças. Logo, todas o abandonavam. Muitas delas rogaram pragas pra ele nunca mais conseguir casar. Graciliano acredita que as pragas pegaram, pois nunca se casou. Só morou vários anos junto com uma mulher.

Graciliano tem dois filhos de dois relacionamentos diferentes. “O Zé, que mora em Beltrão, e a Bernardina está em Cascavel.” Ele se dá muito bem com os dois.

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Graciliano mora sozinho no Bairro São Francisco, em Francisco Beltrão. É ele quem faz sua comida. Sua sobrinha Lurdes faz a limpeza da casa. No porão, mora o sobrinho Valmir Borges, que trabalha com serviços gerais. Valmir está sempre à disposição para ajudar o tio.

Graciliano nunca fumou e nem bebeu cachaça, só tomava cerveja “lá de vez em quando”. A última vez que tomou uma já faz mais de cinco anos. Sempre teve uma boa alimentação. O que Graciliano mais gosta de comer é arroz, feijão e carne. Sua diversão preferida é dançar músicas de bandas, nos bailes, e namorar.

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Há um mês, Graciliano resolveu mudar o tanque de lugar. Quando forçou para retirá-lo, deu um mau jeito nas costas e sentiu muita dor. Então, o sobrinho Valmir o levou para consultar com o fisioterapeuta Fabiano Girardi. Fabiano diz que, por causa do esforço, Graciliano teve uma contratura muscular. Após o atendimento, o fisioterapeuta ensinou vários exercícios para ele fazer em casa.

Quarta-feira, 25 de agosto, Fabiano fez atendimento a domicílio e já está tudo bem com ele. Graciliano fez tudo certinho e se cuidou para melhorar o quanto antes e poder ir dançar no matinê dos idosos, no Bairro Entre Rios. Também fez as duas doses da vacina contra a Covid-19, pra poder entrar no salão. “Lá no matinê tenho muitas amigas, eu danço com todas, pois ainda tenho o corpo leviano.”

Ele estava com problema de cataratas nos dois olhos. Após a cirurgia, voltou a enxergar perfeitamente. Ele fala para os amigos: “Agora, sim, se precisar enxergo um tico-tico de longe”.
Graciliano tem um problema de audição no ouvido direito que foi resolvido com um aparelho auditivo. Sua pressão é alta, tem labirintite e diabetes. “Mas está tudo controlado.” Ele tem uma vida normal, tranquila e feliz. À noite, dorme cedo, após assistir o Jornal Nacional. No dia seguinte, às 6h, já está de pé. Para finalizar, Graciliano diz que “as moças de hoje não são mais bobas, são bem ariscas e costeiam os homens”.

O fisioterapeuta Fabiano Girardi foi na casa do Graciliano fazer um atendimento a domicílio.

 

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