Geral
Bruno Savarro
O jogo político começa a ficar interessante. Bolsonaro muito próximo de assinar a ficha de filiação no PL, do mensaleiro e ex-aliado de Lula, Valdemar da Costa Neto. Já Lula, nas redes sociais, adota um tom de campanha eleitoral. O Brasil é muito grande, com proporções continentais, não é possível que fiquemos amarrados a dois políticos que notoriamente foram catastróficos para o povo brasileiro. Não podemos ficar nessa dicotomia, tentando ponderar para encontrar quem foi o “menos pior”.
Um recado para os apoiadores do Lula: não é porque Bolsonaro teve um péssimo mandato, que Lula se torna uma boa opção. Agora o recado vai para os apoiadores de Bolsonaro: Lula ter sido um péssimo presidente, com fortes indícios de corrupção em seus dois governos (desconsiderando o período do fantoche chamado Dilma Rousseff), é que Bolsonaro se torna uma opção viável à não volta do petismo.
Aqueles que, assim como eu, votaram em Jair Bolsonaro, em 2018, por ser o único candidato que poderia impedir a volta do Partido dos Trabalhadores ao poder, agora não têm mais desculpas, existem boas opções, que torço que cresçam muito até lá. As prévias do PSDB definirão quem será o representante do tradicional partido nas eleições. Na disputa estão os governadores de SP e RS, João Doria e Eduardo Leite, respectivamente, e, correndo por fora, Arthur Virgílio Neto, ex-prefeito de Manaus. Torço para que o vencedor seja Eduardo Leite, jovem governador, que, quando esteve em Francisco Beltrão, foi muito feliz em deixar claro que é uma boa alternativa à dicotomia Bolsonaro/Lula.
Ainda, temos o ex-juiz da Operação Lava Jato, o paranaense Sergio Moro, que durante um capítulo importantíssimo da história de nosso País foi o principal nome. Quem poderia imaginar que tantos poderosos um dia seriam punidos pelos seus crimes? Quem imaginaria que seriam recuperados mais de R$ 4 bilhões, fruto da corrupção? Enfim, a Lava Jato trouxe esperança ao povo brasileiro, apesar dos erros cometidos por Moro, Dallagnol (que deve concorrer ao Senado do Paraná) e cia. Não podemos desconsiderar a trajetória e os resultados apresentados por Moro. No ato de filiação de Moro, estiveram presentes antigos apoiadores e aliados de Jair Bolsonaro, como Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, e Carlos Alberto dos Santos Cruz, que comandou a Secretaria de Governo, além de deputados.
Enfim, temos opções, resta não cair no mesmo erro de depender de apenas dois nomes.
Bruno Savarro, suplente de vereador em Francisco Beltrão, acadêmico de Direito





