Com 17 anos, o prata da casa será o capitão da equipe no estadual. Rápido e com talento para colocar os companheiros na “cara” do gol, ele vê na Terceirona a oportunidade para concretizar o sonho de ser jogador.

Por Juliam Nazaré – Todo time tem uma estrela. Quando não, uma promessa. O Beltrãozinho tem Dudu, joia de 17 anos, há sete no clube. O ala-esquerdo faz parte da safra de jovens que empilhou taças de competições da base. Capitão, foi líder da jovem equipe que representou e trouxe para Francisco Beltrão, em 2021, o título da Copa Sudoeste de Futsal.
Beltronense de nascença, Carlos Eduardo França Ventura começou nas categorias de base com 5 anos. O primeiro professor foi Luiz Lopes, atual treinador do Marrequinho. Dudu começou a trabalhar com Dionatan Marcelo na Associação Beltrãozinho de Futsal (ABF), em 2015. De lá para cá, a parceria rendeu conquistas, das quais destacam-se o tri do Campeonato Paranaense de base.
Agora, o menino é encarregado de comandar, dentro de quadra, a equipe na Série Bronze, primeira competição profissional disputada pela primeira vez pelo clube e a maioria dos atletas, incluindo o capitão.
“Não temos medo de enfrentar times com jogadores experientes, porque de certa forma também temos bagagem. A Copa Sudoeste foi um espelho, uma comprovação de que podemos jogar, e com méritos, um campeonato adulto.”
Embora reconheça a importância do estudo – ele cursa Educação Física, Dudu já decidiu a profissão para a vida: jogador de futsal. Na última divisão do estadual, ele enxerga a oportunidade para alavancar a carreira e despertar a atenção de clubes das séries Ouro e Prata. Para conseguir os objetivos, aposta em suas principais características: velocidade e talento para colocar os companheiros na “cara” do gol.
E se a Série Bronze costuma ser reduto de jogadores experientes, muitos deles em fim de caminhada após carreiras por clubes do alto escalão, caberá à promessa beltronense a missão de liderar a jovem trupe do Beltrãozinho – o mais velho do elenco, o ala Luiz, tem 20 anos. “Ser o capitão tem um peso enorme. Porque as pessoas devem se inspirar em você. Preciso me mostrar um ‘homem’, provar porquê estou ali.”
O cenário para Dudu só não é mais animador por conta de uma lesão no joelho direito, sofrida em setembro do ano passado. O problema está sendo tratado em fisioterapia para evitar uma cirurgia, mas ainda assim o afastará da estreia, às 20h15, de hoje, no Arrudão, contra o Missal.
Ele deve ficar no banco, mas pode jogar no compromisso seguinte, dia 23, outro sábado, fora de casa, contra o Novo Palotina.





