Falecida no final da tarde desta terça-feira, a professora Ilza Kozik, de 64 anos, está sendo velada no Crematório Jardim das Oliveiras. Às 15:30 será celebrada missa, seguindo o sepultamento no Cemitério Jardim da Luz, onde está sepultado seu marido, Leo Kozik, falecido em 2016.

Há alguns dias foi internada com um aneurisma. Chegou a ser levada para a UTI, terça-feira, mas acabou falecendo.
Ela deixa um filho, três netos e dez irmãos, oito dos quais residem em Francisco Beltrão.
Ilza inspiradora no Centro de Letras
Ilza fazia parte do Centro de Letras de Francisco Beltrão. Participou, com poemas, dos dois livros publicados por vários autores: Tudo em Versos, de 2018, e Trincas que me trincam, de 2020.
Ao saber de seu falecimento, a colega de Centro de Letras Cleusa Piovesan, também professora, escreveu um “poetrix”, com o seguinte comentário:
“Esse poetrix é em homenagem a nossa amiga Ilza Kozik, que foi brilhar em outra esfera, aos 64 anos. Poetisa, mulher inspiradora, revestida de alegria, riso que nos contagiava, brilho no olhar…
“A indesejada das gentes”
Sorrindo, ela me espera
sorrindo… não sei se irei
vida curta para longos planos”
Ilza poetiza
No grupo do Whatsapp Centro de Letras de Francisco Beltrão, várias manifestações de pesar pela perda da Ilza. A também professora Teresinha Simonatto escreveu: “Meus sentimentos a todos da família e a Ilza que encontre luzes acesas a iluminar o seu caminho definitivo”.
Luzes, estrelas, como num poema que Ilza publicou no livro Tudo em Versos:
A nova estrela
Preciso não dormir
Para descobrir
A nova estrela que nasceu.
Preciso não chorar
E não embaralhar o olhar
Para ver a sua cor.
Preciso levantar e caminhar
E entrar na sua dança.
Preciso me acalmar
Pois não importa o lugar onde se esteja
Se é do escuro que se brilha mais.
E é na queda… aos pedaços
Que uma única estrela
É capaz de provocar
Uma chuva de estrelas.
Ilza Kozik 24.6.1957 a 17.5.2022.





