Hoje, a cooperativa oferece um quadro completo de profissionais com a qualificação exigida para fazer as terapias mais atualizadas do mercado.

Da assessoria – Unimed Francisco Beltrão inaugurou sábado, 2 de julho, a Clínica de Terapias Especiais (CTE), criada para suprir as necessidades de terapias e especialidades médicas que não haviam disponibilidade ou que tinham dificuldade de agendamentos pelo plano de saúde. É um passo importante também para o tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) no município e região. Os trabalhos iniciaram no dia 27 de maio e a unidade já fez 170 atendimentos para 35 pacientes. São realizados atendimentos de Terapia Ocupacional pelo método ABA (sigla para o termo em inglês Applied Behavior Analysis, ou Análise do Comportamento Aplicada) e Integração Sensorial; Fonoaudiologia convencional e pelo método ABA; Psicologia pelo método ABA; e consultas com médica reumatologista.
O médico dr. André Matioda de Araújo, diretor de Operações e Saúde, diz que a clínica vai complementar o atendimento que a Unimed já vinha fazendo através da rede. Além disso, irá oferecer maior comodidade aos pacientes e familiares centralizando as consultas e tratamentos num único espaço. Segundo ele, havia dificuldade de encontrar especialistas no mercado, inclusive, a Cooperativa patrocinou e incentivou profissionais parceiros para buscarem qualificação na área.
Dra. Wemilda Fregonese Feltrin, diretora-presidente, observa que nos últimos anos houve um crescimento expressivo de diagnósticos de TEA, fato que vem preocupando muito a área de saúde. A demanda é muito maior do que se imaginava. Hoje, a Cooperativa oferece um quadro completo de profissionais com a qualificação exigida para fazer as terapias mais atualizadas do mercado.
Dr. André salienta que a causa do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é multifatorial e existem diversas teses sobre o aumento de casos, mas cientificamente ainda não há um consenso. Para ele, o autismo não tem cura, mas o tratamento permite avanços importantes na comunicação, na concentração, na socialização de modo geral, melhorando assim a qualidade de vida do autista e também da sua família.
Dr. Márcio Pedro Martins, diretor-administrativo, ressalta que cada criança é analisada individualmente por um grupo de profissionais qualificados. As famílias que possuem pacientes com transtorno do espectro autista também recebem orientações, pois há uma série de cuidados que precisam ser adotados. Na alimentação, por exemplo, é muito importante ter uma atenção especial, pois é corriqueiro que a criança autista tenha mais alterações nos hábitos alimentares, podendo recusar o alimento pela textura, sabor ou cheiro.
“Há pacientes que escolhem comer alimento só de uma cor, amarelo, exemplificando, aí os pais terão muita dificuldade em variar a alimentação.”
Método orientado por mestre em Psicologia
A enfermeira Flavia Gindri Neto, coordenadora de Atenção à Saúde e Atendimento, observa que a Cooperativa também pensou num espaço novo, moderno e acolhedor, visando melhor atendimento de seus beneficiários, sempre buscando um atendimento empático e acolhedor. De acordo com ela, a Unimed Francisco Beltrão conta com o trabalho de um analista comportamental, Paulo Alexandre Munchen, mestre em Psicologia e responsável pela definição do plano terapêutico de cada criança.
Antes de iniciar o atendimento propriamente dito, Paulo conversa com os pais para entender a necessidade da criança. E a cada três meses se reúne com a equipe de especialistas para verificar a evolução da criança e programar os passos seguintes da abordagem terapêutica.
Rede ampla de atendimento
Além da CTE, a Unimed Beltrão tem uma rede com diversos profissionais habilitados que atendem os pacientes pelo plano de saúde há nas seguintes especialidades: Terapia Ocupacional Integração Sensorial e Ayres; Terapia Ocupacional Método Teacch; Fonoaudiologia ABA; Psicologia ABA e Denver; Nutrição ABA; Fisioterapia Cuevas; Fisioterapia ABA, Bobath, Denver, Cuevas; analista comportamental; e Neuropediatras. Atualmente, que fazem terapias especiais, na clínica e demais credenciados, é de 158 pessoas.
Terapias ajudam melhorar qualidade de vida
Conforme a psicóloga Ana Carolina Alberti, que atende na Clínica de Terapias Especiais, o trabalho da psicóloga é fundamental para desenvolver os sentimentos, as emoções, a percepção, entre outros. O diagnóstico de autismo, que pode ser leve, moderado ou grave, é feito por médicos neuropediatras e psicólogos, porque não existe um exame específico para identificar esta síndrome.
“Quanto mais cedo for identificado melhor para o paciente receber estímulos para a aprender a conviver com os sintomas. Cada especialidade tem sua contribuição. A psicoterapia ajuda, entre outras coisas, na autorregulação das suas emoções, vai estimular o autista a lidar com suas frustrações e aprender até mesmo a evitar crises, pois muitas vezes elas são desencadeadas por estímulos visuais, sonoros, ambientes estranhos, etc.”






