Se eu não posso ter amor, eu quero poder

Divulgação/HBO Max

Por Murilo Fabris – Eu não sabia que precisava ver um terror musical até assistir “If I can’t have love, I want power“. Em tradução livre: “Se eu não posso ter amor, eu quero poder”. O filme escrito e estrelado pela cantora estadunidense Halsey estreou no HBO Max ainda no ano passado, em suporte ao seu álbum musical homônimo que, diga-se de passagem, é melhor ainda.

Tenho a impressão de que se juntassem Midsommar e Game of Thrones, esse seria o resultado. Nos seus 53 minutos de duração, acompanhamos a história de Lila (Halsey), uma rainha recém viúva e rebelde, que não parece agradar muita gente. Tudo piora quando ela descobre que está grávida do marido abusivo.

Se você não é fã de musicais, é aqui que entra o pulo do gato. O longa dirigido por Colin Tilley não tem um elenco dançando e cantando pra lá e pra cá. Mesmo com os acordes pesados de guitarras e baterias frenéticas, dando a tensão que se espera de uma película de terror, a trilha sonora não é o ponto principal do filme.

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Fugindo do óbvio, não há sustos ou coisas mirabolantes para fazer o telespectador pular do sofá de casa. O assustador está justamente nos assuntos que o filme trás: abuso e amor, luto e puerpério, até empoderamento. “Tudo isso é temporário, não um final feliz”, somos alertados logo no começo.

A verdade é que Halsey entrega uma experiência completa, vide que gravou o filme enquanto realmente passava pela gestação do seu primeiro filho. Algo legal de ter em conta, já que em todas as cenas em que seu barrigão aparece é cem por cento real.

Juntando dois gêneros improváveis, If I can’t have love, I want power é um prato cheio se você procura algo peculiar no catálogo.

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