Plano de ação vai realocar as famílias de forma gradativa.

JdeB – Boa parte das famílias que residem na área de invasão do Bairro São Francisco, em Francisco Beltrão, permanece no local. São moradores que residem em uma parte com menor risco de deslizamento e que compreende cerca de 27 moradias. O restante, está em abrigo fornecido pelo Município, em casa de familiares ou morando de aluguel.
Após as fortes chuvas do mês passado, uma fenda se abriu no barranco e as famílias foram retiradas às pressas. O local passou por vistoria de técnicos da Defesa Civil Estadual, que indicaram a necessidade de retirada imediata de metade das famílias que residiam no local. A outra parte, poderá ser realocada na sequência, pois há menor risco de serem afetadas.
A Secretaria de Assistência Social está trabalhando em uma solução permanente para as famílias afetadas. “A orientação que temos, com base no laudo da Defesa Civil, é de retirar todos, mas seguindo um plano de ação visando a realocação gradativa. Quem moava na parte com maior risco já está nos abrigos ou em casa de familiares; mais adiante vamos ver a questão da transferência do restante dos moradores e isolar toda aquela área”, explica a secretária Nádia Bonatto.
O JdeB esteve no Bairro São Francisco e conversou com alguns moradores. Quem ficou, ainda teme o risco de deslizamento, apesar de já estarem mais habituados à fenda aberta no morro. Um dele estava de passagem pelo local onde tinha a casa: ele foi para o abrigo, mas como a mãe tem problemas de saúde, alugaram uma casa para morar por enquanto. Eles entendem a situação, mas pedem agilidade na resolução da questão, principalmente quem está desalojado.
Mais três casas interditadas
Nas últimas semanas, mais uma fenda se abriu em uma encosta na mesma região da cidade. Desta vez é no Bairro Cristo Rei, num loteamento regularizado, e três residências foram interditadas pela Defesa Civil. Os moradores estão abrigados em casas de familiares. A Prefeitura recebeu o relatório socioeconômico e o parecer jurídico e social e encaminhou à Câmara o pedido de aluguel social para duas famílias desta área.





