Sônia tinha apenas seis anos…

Capa do livro do professor Valdelírio Michel, publicado em 1997, aborda tema que está sendo debatido atualmente.

“Debaixo de uma árvore grande, uma criança de cabelos loiros estava estendida na terra virgem. O vestidinho de brim erguido deixava ver as pernas cheias de sangue. A língua fora arrancada pelo pescoço numa estranha forma de estrangulamento. Nas mãos, estendidas sobre o peito, segurava um pequeno crucifixo amarrado a um barbante. No rosto, os indícios da dor que sentiu antes de morrer.

Os pais permaneceram por algum tempo em pé, diante do corpo imóvel da menina. Os outros, por instrução do professor, quedaram à distância, horrorizados diante da bárbara cena, ouvindo o lamento dos pais.

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– Márcia, olhe para nossa filha. O que fizeram com ela?

– Como pode ter gente tão malvada?

– Seis anos! Só seis anos! O que teve da vida? Nada! Malditamente, nada! Para sempre, vai ficar esperando a boneca que nunca recebeu.

– Sônia! Sônia! Por que fizeram isso contigo?”

Esse texto está no livro “Toca um sino na saudade” (páginas 28 e 29), publicado pelo professor Valdelírio Michel, de Capanema, em 1997. Aborda um tema que, infelizmente, continua atual e tem tudo a ver com eventos realizados esta semana pela passagem do “Dia de combate ao abuso sexual de crianças”.

O livro do professor Valdelírio é uma das obras que estarão em debate, hoje, na reunião mensal do Centro de Letras de Francisco Beltrão, às 14 horas, na sede do Jornal de Beltrão.

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