O imunizante protege contra as formas mais graves de tuberculose.
AEN-JdeB – As maternidades do Hospital Regional, de Francisco Beltrão, e do Hospital São Lucas, de Pato Branco, foram contempladas para a implementação da vacina BCG, imunizante que protege contra formas graves de tuberculose. No Paraná, 24 maternidades de alto risco e a Maternidade Mater Dei, em Curitiba, que atendem gestações de alto risco, serão atendidas.
A Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR) debateu quinta-feira, 8, em Curitiba, ações que possam reforçar a Atenção Materno-Infantil em todo o Estado. A disponibilização do imunizante se dará de maneira gradativa, com a inclusão do plano de vacinação para cinco maternidades por mês, ao longo dos próximos seis meses.
“Estamos dando mais um passo no fortalecimento de uma rede de assistência referencial às gestantes do Paraná. Este novo pacto é uma ação acertada para garantir mais imunidade e expandir a cobertura vacinal em nosso Estado. É sempre vital lembrar o quão importante é o ato de vacinação e como devemos insistir na ciência”, destacou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, que coordenou o encontro.
Redução da mortalidade
O encontro também reforçou as diretrizes do novo pacto pela redução da mortalidade materna e infantil no Paraná, aprovado no fim do último ano, e que prevê mais assistência à gestação, ao parto e ao puerpério das mulheres paranaenses e ao nascimento e desenvolvimento dos bebês até dois anos de idade.
Os pontos debatidos foram desde medidas preventivas, como a ampliação das coberturas vacinais, até a reestruturação de unidades hospitalares, que deverão equipar salas de parto com materiais para atendimento e reanimação de recém-nascidos.
“Este alinhamento de esforços é imprescindível para melhorar a qualidade assistencial que está à disposição de mães e crianças no Paraná, com ações humanizadas e mais recursos para garantir o melhor acompanhamento desde os primeiros dias de vida”, ressaltou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.
A aplicação das vacinas será às crianças recém-nascidas.
Secretaria de Saúde quer atingir 100% dos bebês com a BCG
De acordo com o Ministério da Saúde, no último ano a cobertura vacinal no Paraná para a BCG foi de 85,8%, superando a média nacional de 67,1%. A tuberculose é uma doença de transmissão aérea, que afeta prioritariamente os pulmões, podendo também acometer outros órgãos e sistemas.
A chefe da 8ª Regional de Saúde, Nádia Zanella, disse ao JdeB que o Hospital Regional deve ser um dos primeiros a receber as vacinas contra a BCG, que protege contra os vírus mais graves da tuberculose. Ela lembra que será mais uma vacina a ser oferecida aos bebês recém-nascidos para que a cobertura chegue a 100%. Atualmente, os recém-nascidos já tomam o imunizante contra a hepatite.
Antes do início da aplicação da BCG, o Governo do Estado vai verificar a logística para a distribuição das doses. Nádia adianta que será necessária a capacitação das equipes nas maternidades, verificação dos locais de armazenagem das doses e a distribuição.





