
A Sociedade Rural Vale do Iguaçu (SRVI), de Dois Vizinhos, está cada vez mais consolidada como uma entidade referência para o Brasil. Isso se dá pela qualidade dos leilões promovidos, dos animais comercializados, pelos produtores filiados e também pela estrutura física. “Vivemos um momento diferente, positivo, de alinhamento das lideranças e que faz com que o município se desenvolva. Dois Vizinhos é o número 1 do Sudoeste no agronegócio, está entre as 10 maiores economias do agro do Paraná e sabemos que boa parte disso é referente ao frango, à BRF, mas também somos referência em grãos, no leite e no boi de corte porque temos aqui a Sociedade Rural Vale do Iguaçu”, resume Nilton de Almeida, o Tega.
Os mais de 90 sócios estão espalhados por diversos municípios da região. “Temos um trabalho de 35 anos, que foi ganhando corpo e, com a soma dos presidentes, cada um no seu momento, nossa entidade se tornou referência. Hoje temos muita confiabilidade nos negócios. O pessoal que vende tem tranquilidade porque, se comercializar dentro das regras, tem a garantia de receber. Quem compra, sabe que vai encontrar animais de qualidade, os vendedores trazem produtos bons por saberem que vão receber.
Os nossos sócios estão em Mangueirinha, Candói, Nova Laranjeiras, Beltrão, em diversas cidades que têm as suas sociedades rurais, mas que o produtor está conosco por achar que tem um bom mercado aqui. Os preços dos nossos leilões estão dentro de uma realidade do mercado que, nesse momento, é positivo, tá crescendo, acreditamos que até o mês de novembro a gente esteja num alto índice de valores do bezerro porque o preço do boi gordo tem subido. Também temos nossas promoções e, neste ano, quem comprar ou vender aqui concorre a mais de R$ 100 mil em viagens”, completa o presidente da Sociedade Rural.
Leilão de reprodutores e região diferenciada
Tega atribui a qualidade dos animais que são vendidos em Dois Vizinhos aos leilões de reprodutores que são realizados pela Sociedade Rural. “Melhorando a qualidade genética, a reprodução, temos melhores bezerros. Esse animal chega mais cedo aqui no leilão, é desmamado mais cedo, com uma carcaça maior, um peso maior e vai render mais pro produtor. Temos investido nesses leilões, fazendo, em média, dois por ano. Esse trabalho de melhoramento genético ajuda também no preço final, no resultado final, no fortalecimento da associação porque o produtor vem vender o bezerro de qualidade aqui e isso faz com que o comprador fique de olho no nosso mercado, na nossa praça.”
A geografia da região dos Vales do Iguaçu também auxilia para o bom desenvolvimento da pecuária. “É propício para o gado. O clima não dá tanta geada, não mata o pasto, daí no inverno o gado tem mais alimento e isso contribui. Aqui a gente consegue adequar bem o cruzamento, porque nós temos os zebuínos, que são o Nelore, o Tabapuã, mais rústicos, que se adaptam bem ao campo, ao relevo, cruzado com animais de raça europeia que são o Angus, Brangus, Hereford, Braford.
Somadas, essas raças geram animais que se adaptam bem. Temos boa oferta e isso nos dá a boa procura dos compradores que querem mais qualidade e que muitas vezes pagam até um real, dois reais a mais o quilo”, relata Tega.
Novos investimentos
Os leilões são muito importantes para o pecuarista e, por isso, a Sociedade Rural Vale do Iguaçu está investindo no Recinto Ervelino Coletti. “Vamos inaugurar aqui um dos melhores e mais modernos recintos de leilões do Brasil. Não é mais só do Sul, é do Brasil. É um ambiente moderno, todo climatizado, com trabalho acústico, climatização, com forração amadeirada, numa estrutura que vai custar mais de R$ 1 milhão e tem parceria com o deputado federal Paulo Litro (PSD).
Temos também uma balança e, quando os animais chegam nas mangueiras, eles são pesados, filmados e fotografados. Então, se o comprador receber o animal cinco dias após o leilão e pesar na balança dele, da propriedade, e der muita diferença, tem como comparar ao peso da chegada. Para quem trabalha com matrizes, os leilões são cruciais porque tem um período que temos que tirar os animais das propriedades. O produtor sabe que todo mês vai ter um evento, então, prepara os animais para venda e o giro mensal.”
O presidente também ressalta que a Sociedade Rural Vale do Iguaçu foi uma das primeiras a organizar leilões com transmissão em vídeo, que já geram boa movimentação de vendas. Ele falou ainda que a entidade está sempre ao lado da sociedade. “A gente sempre tem parceria com a prefeitura, seja para a utilização da estrutura ou outras ações, mas também ajudamos a sociedade, as entidades, ajudamos algumas pessoas com problemas de saúde, uma parte social bem ativa. Também auxiliamos a Patrulha Rural, ajudamos na compra de um fuzil, na reforma de viaturas, logo devemos concretizar a compra de uma StarLink pra instalar na viatura que vai ter internet o tempo todo.
Também tivemos um trabalho em conjunto com a Secretaria de Segurança do Paraná quando tínhamos muito gado clandestino entrando da Argentina. Trabalhamos forte, tivemos audiência como secretário de segurança, ele esteve aqui, e eles agiram, se fechou o cerco e, praticamente, zerou a entrada desses animais de fora. Então, os órgãos de segurança também estão dando esse amparo para a gente”, conclui o presidente Nilton Almeida.





