
Agrícolas, em Marmeleiro.
Nascido em Vitorino em 1965 e filho de pequenos agricultores, o produtor rural e comerciante Edgar Pancera é casado e pai de três filhos. Além de ser produtor rural, ele trabalha com revenda de máquinas agrícolas há mais de 30 anos. Vereador na legislatura do ano 2000, em Renascença, ele diz que as profissões de agricultor e motorista são as molas propulsoras do desenvolvimento regional.
Pancera conta que entrou para a política, principalmente para dar sua contribuição como cidadão para o desenvolvimento. “Me serviu para entender melhor as pessoas e acredito que consegui contribuir com o desenvolvimento do município e da região”. Ele mora na cidade de Marmeleiro e planta soja na propriedade de 33 hectares, na Linha Itaíba. É proprietário da Dudu & Dedé Máquinas Agrícolas, em Marmeleiro.
A rota de caminhões é cada vez mais intensa em Marmeleiro, um dos mais importantes entroncamentos rodoviários, que liga o Sul do Brasil a outras regiões do país. A agricultura regional também está cada vez mais fortalecida. Edgar lembra que as mudanças começaram a partir do ano 2000, com a mecanização das lavouras e com a informatização do setor. “Naquela época os agricultores saíram de uma forma de trabalho praticamente rudimentar para uma mecanização completa em todos os sentidos. Houve ainda a informática, que entrou para dar mais conforto e precisão para a agricultura”.
As lembranças da sua infância, fazem com que Edgar tenha orgulho de ser a pessoa que é hoje e de tudo o que construiu a partir do trabalho com a terra. “A Agricultura na minha vida significa minha essência. Trabalhei desde os 8, 9 anos de idade de forma efetiva. Estudava de manhã e ajudava o pai e a mãe de tarde, roçar, carpir, lavrar com boi, foi minha essência, trago isso comigo. A modernização é importante, mas me deixa uma saudade daquele tempo”, recorda.
Mercado em fase difícil
As vendas de máquinas agrícolas, que estiveram aquecidas no período do final de 2019 até o final de 2023, hoje já não passam por um momento tão bom. “Além de tudo, hoje os financiamentos estão mais restritos e os preços da soja, do milho e do feijão em baixa, fazem com que os produtores venham menos às compras. Precisamos que o ciclo de baixa que vivemos hoje seja curto e que as vendas voltem a subir”.
Guerreiros nas estradas e nas lavouras
Edgar enaltece as categorias de agricultores e motoristas da região e a mensagem que deixa é para que todos sejam otimistas com relação ao futuro. “Essas duas classes são de verdadeiros guerreiros, pessoas de fibra, de coragem e trabalho.” O mesmo ele diz dos motoristas, que ficam por longos períodos fora de suas casas e longe das famílias. “Abrir mão da sua família e ir para a estrada. Tem motorista que fica 10, 15, 30 dias na estrada para buscar o sustento para dentro da sua casa.. Graças a essas duas classes, as pessoas que vivem nas cidades, sejam pequenas ou grandes, conseguem tomar café, almoçar e jantar”.




