Sindicatos dos Comerciários de Pato Branco e Francisco Beltrão lançam campanha salarial unificada 2026/2027, priorizando o fim da escala 6×1, melhores condições de trabalho, descanso aos domingos e valorização da categoria no Sudoeste.

Regis Teles
Em um movimento que consolida a cooperação entre os principais municípios do Sudoeste, os Sindicatos dos Empregados no Comércio de Pato Branco e Francisco Beltrão lançaram oficialmente a campanha salarial unificada para o período de 2026/2027.
O ato marcou o segundo ano consecutivo desta parceria e coloca como prioridade absoluta a extinção da escala de trabalho 6×1 – seis dias de trabalho e um de folga – e a adoção do modelo 5×2, sem qualquer redução nos vencimentos dos trabalhadores.
João Carneiro, presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Pato Branco e Região, abriu o encontro destacando a satisfação em ver o engajamento da classe a nível nacional. Ele enfatizou que, “embora a representação política direta dos trabalhadores ainda seja pequena em Brasília, o recado enviado aos deputados e senadores é de que a valorização e o trabalho digno são urgentes”.
Segundo Carneiro, “a luta vai além do salário, abrangendo o direito fundamental ao descanso aos domingos e feriados e à busca por uma remuneração justa que reflita a importância da categoria”. Ele reiterou que “é essencial que o setor patronal compreenda que um trabalhador com condições perfeitas de saúde e equipamentos de proteção adequados desempenha melhor sua função”.
Complementando a visão de unidade regional, Daniel Rosaneli, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Francisco Beltrão, descreveu o processo como uma construção coletiva essencial para mostrar que é possível avançar quando há união.
Rosaneli pontuou que o lançamento em Pato Branco “é apenas o ponto de partida de uma campanha que será levada a todos os municípios da base, dialogando diretamente com os trabalhadores sobre saúde mental e a precarização que ainda persiste em muitos locais em 2026”.
Durante sua fala, Daniel Rosaneli fez questão de ressaltar que a histórica rivalidade entre as duas cidades deve ser saudável e restrita apenas ao futebol ou ao folclore regional.
Ele defendeu que, nas pautas que impactam a vida e o sustento das famílias, os sindicatos precisam “hastear uma bandeira mais alta” e agir em bloco para resistir aos ataques contra o movimento sindical.
Para os líderes, o objetivo final desta mobilização é semear esperança e conquistar um modelo de sociedade mais equilibrado, onde o ser humano seja valorizado acima da mera jornada de trabalho.
Regis Teles.




