Imanuel, Mensagem do Graal, Na Luz da Verdade
O escritor Abdrushin, em sua preleção sob o título “No País da Penumbra”, descreve a ocorrência (vivência) do espírito humano no plano astral, também conhecido como reino da matéria fina. Acolá a criatura humana não mais poderá fazer uso do intelecto que morre junto com o corpo. Lá impera a intuição, aquela que atrai para os desejos e os resgates de carmas acumulados ao longo da vida.
Para as criaturas humanas que não acreditam em vida após a morte terrena, segundo o escritor, as almas surgem como sombras e ficam por um determinado tempo como cegas, surdas e mudas. A região é determinada como sombras, porque as almas ainda não adquirem plena consciência de suas existências.
O ambiente que as cercam é engolfado pela névoa e isso somente desaparece quando elas conseguem se despertar desse estado de torpor anímico. Segundo o autor, “almas apenas aparentemente cansadas; pois são preguiçosas no espírito, por isso, seus corpos de matéria fina são fracos”. Mas, nessa região, nem tudo está perdido para essas almas.
Em uma distância que se perde de vista, uma espécie de vislumbre róseo surge como uma promessa de salvação. Um forte desejo impele multidões de almas para essa direção, mas em determinado ponto, um obstáculo de barras fortes as impede de prosseguir. Suplicando, levantam suas mãos entrelaçadas pelos rosários.
Mas nessa multidão, uma alma feminina, subitamente, demonstra uma serenidade repleta de paz em seu rosto, fazendo surgir em seus olhos um brilho de consciência, guiada por uma pura esperança, ela se levanta e, de repente, encontra-se além das barras. Na verdade, o que a salvou foi sua profunda reflexão intuída com sensibilidade, reconhecendo que tudo aquilo que sabia da vida, não passava de um amontoado de erros. (317)




