Isso leva ao excesso de análise, esquecendo a ação prática ou a intuição.
Segundo orientações dos léxicos e dicionaristas, ser “escravo do intelecto” significa que as pessoas acabam prisioneiras de suas próprias construções mentais, pensamentos, crenças, porque movidas pela necessidade incessante de racionalizar tudo e todos, elas perdem a capacidade de viver o momento presente, de sentir ou agir de forma espontânea.
Com isso, a mente da criatura humana, ao invés de se tornar uma ferramenta útil, acaba virando uma espécie de matrona, a ditar regras rígidas que geram ansiedade, insegurança ou negação da realidade.
Essa escravidão gera alguns aspectos, como o domínio do pensamento racional: isso leva-a ao excesso de análise, fazendo-a esquecer da ação prática ou da intuição.
Outro aspecto é o apego às ideologias e crenças, fazendo dela uma ferramenta no conjunto de ideias (aquilo que chamam de feiura intelectual); ela também perde a falta de “escuta” da vida, ou seja, perde a conexão do aqui e agora, por estar vivendo apenas dentro da própria cabeça, interpretando e julgando tudo.
E, último, mas não menos importante, ocorre o aspecto da escravidão emocional, que se refere à necessidade intelectual de controlar as emoções e de se sentir responsável pelos sentimentos dos outros, aprisionando-se em culpa ou ansiedade.
Em suma, ser escravo do intelecto é tentar o comando de uma infinidade de situações, que nem sempre estão à nossa disposição, mas mesmo quando as controlamos, corremos o risco de erros inequívocos.
Em sua preleção no título O Anticristo, o escritor Abdrushin adverte: “…” “Todos os escravos do intelecto são, porém, na verdade, servidores de Lúcifer, cúmplices da monstruosa ruína que devido a isso tem de cair agora sobre a humanidade”.
Parece-nos que as ocorrências hodiernas do mundo atual estão se encaminhando para um desenlace nada promissor às raças humanas. (316)




