SUDOESTE DO PARANÁ

Produção de caqui no Sudoeste gera renda complementar

Santo Antônio do Sudoeste, Flor da Serra do Sul e Nova Esperança do Sudoeste apresentam dados produtivos idênticos: 15 toneladas de caqui por hectare.

A produção de caqui no Sudoeste do Paraná caracteriza-se pelo cultivo em pequenas áreas e volumes moderados, com forte presença na agricultura familiar. Dados do Valor Bruto da Produção (VBP) 2024, organizados pela Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e pelo Departamento de Economia Rural (Deral), indicam que a cultura atua como fonte de renda complementar na região.

Municípios como Santo Antônio do Sudoeste, Flor da Serra do Sul e Nova Esperança do Sudoeste apresentam dados produtivos idênticos no último levantamento. Cada uma dessas localidades registrou a produção de 15 toneladas de caqui em uma área de um hectare. O VBP gerado em cada um desses municípios foi de aproximadamente R$ 74,2 mil.

Segundo o levantamento, a repetição desses indicadores aponta para um modelo de manejo e produtividade padronizado entre as propriedades diversificadas do Sudoeste.

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Panorama estadual e exportações

O Paraná ocupa atualmente a 5ª posição no ranking nacional de produção da fruta, tanto em volume quanto em valor financeiro. Em 2023, o estado contabilizou 470 hectares cultivados, resultando em 6,2 mil toneladas e um VBP de R$ 18,2 milhões.

A distribuição da produção estadual está concentrada nos seguintes núcleos regionais:

• Curitiba: 29,1%

• Ponta Grossa: 21,3%

• Cornélio Procópio: 11,8%

• Apucarana: 11,4%

Apesar de enfrentar desafios fitossanitários, como a antracnose na última década, o setor registrou crescimento nas exportações. Em 2025, o volume exportado pelo Brasil, com contribuição da safra paranaense, somou US$ 369 mil, o que representa um aumento de 248% em comparação aos US$ 106 mil registrados em 2024.

Mercado e safra

O período de maior oferta de caqui no Paraná ocorre entre os meses de março e junho. No mercado atacadista das Centrais de Abastecimento (Ceasa/PR), as variedades mais comercializadas são chocolate, fuyu e taubaté.

Recentemente, o valor pago ao produtor atingiu R$ 148,11 por caixa de 20 kg. No varejo, o preço da fruta registrou redução de até 21% em relação ao mês anterior, movimento atribuído ao pico da safra, quando o produto apresenta maior oferta e padrão de qualidade para o consumidor.

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