
contenção, água desce morros e provoca alagamentos.
O desenvolvimento das cidades faz com que novos loteamentos surjam. E há alguns que sobem morros e desbravam novos perímetros urbanos. Para evitar que o progresso cause prejuízos ao meio ambiente e à vida da comunidade, é necessário seguir normas de construção.
Nos loteamentos, uma dessas regras é investir em lagoas de contenção. O grande objetivo dessas lagoas, que, diferente das naturais, devem permanecer secas, é reter a água da chuva e impedir que se formem alagamentos. Segundo o secretário de Urbanismo de Francisco Beltrão, José Carlos Vieira, o intuito é evitar que a água da chuva favoreça os alagamentos por enxurrada nos pontos mais críticos. Por isso, as lagoas estão sendo cobradas, apesar de não estarem previstas em lei municipal, nos loteamentos localizados próximo do Rio Lonqueador.
Experiências de sucesso
Após algumas precipitações intensas, a equipe técnica do Urbanismo já pôde verificar os primeiros resultados das lagoas de contenção. “Acompanhamos em dias de muita chuva e percebemos a diferença. Em um loteamento da cidade foram feitas cinco lagoas de contenção. O resultado está sendo satisfatório.”
A intenção é que as lagoas retenham muita água, de 120 a 150 milímetros – pelo menos uma hora de chuva intensa deve ser contida nos loteamentos. “Essa água deve ficar represada no local, não descendo para outras ruas”, explica o secretário.
Custo elevado vale a pena
O investimento para a construção de lagoas de contenção é alto, mas os empresários que seguem as normas preferem arcar com os custos e evitar maiores problemas. Segundo Vieira, nos loteamentos com área verde é possível, com a permissão prévia do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), destinar o local para a colocação da lagoa. “É uma vantagem para o empreendedor.”
A Secretaria de Urbanismo também solicita que as lagoas fiquem abertas, pois, no caso de manutenção futura, é mais prático e barato.
Cobrança é maior nos loteamentos na extensão do Rio Lonqueador
Nos loteamentos que fazem extensão com o Rio Lonqueador, devido ao grande problema de enxurradas, a cobrança das lagoas de contenção está mais rigorosa. Mas o secretário comenta que também se verificou a necessidade de cobrar a medida em loteamentos próximos ao Córrego Urutago. “Na região do bairro São Miguel também tem um loteamento em andamento que foi solicitada a lagoa de contenção.”
Vale lembrar que as lagoas de contenção, tecnicamente chamadas de lagoas de retenção, não devem ser feitas em encostas, para evitar possíveis desmoronamentos de terra. Atualmente, seis loteamentos de Francisco Beltrão investiram nas lagoas e os resultados positivos já apareceram.

8 milhões de litros de água da chuva. Foto de Luiz Chaves/Divulgação






