Município prevê ampliar a produção de mudas e plantio de cerejeiras, ipês e manacás da serra.

Por Leandro Czerniaski – Três árvores chamam a atenção de quem passa por esses dias pela Praça Darci Zancan, próximo à AABB. São exemplares floridos de cerejeira japonesa, da variedade Sakura Yukiwari. O tom rosado das flores, que preenchem todos os galhos, cria um contraste com o cenário de prédios, asfalto e concreto. Quase um cartão postal, como denominam os mais antigos diante de belas paisagens; ou um espaço ‘instagramável’, segundo os mais dados com a internet.
O trio de cerejeiras foi plantado há pelo menos seis anos, estima a Secretaria de Meio Ambiente. Este é o período necessário para que as árvores se tornem adultas e passem a florescer com regularidade, todo inverno. A espécie tem dezenas de variedades, com flores de formatos, cores e tamanhos diferentes, e se adapta bem ao clima da região, com frio mais regular entre maio e agosto. É neste período que as flores desabrocham.
Em Francisco Beltrão, são poucos pontos com árvores chamadas ornamentais. Mas a intenção é ampliar os locais com árvores que florescem em determinados períodos do ano, dando um toque colorido à cidade. “Dentro do Plano de Arborização Urbana, temos plantado ipês e cerejeiras em pontos como praças e parques, além de alguns trechos de ruas. Agora estamos fazendo um estudo para aumentar essas espécies, incluindo o manacá da serra, em canteiros da área central, mas essas substituições devem ser gradativas, retirando aquelas plantas comprometidas ou que não se desenvolveram adequadamente”, explica o secretário interino de Meio Ambiente do município, Vilmar Rigo.

Um dos desafios para a ampliação do plantio destas espécies está na produção de mudas, porque gralmente o viveiro municipal reproduz árvores nativas. As mudas de cerejeira, por exemplo, foram fornecidas pela Copel, que indica o plantio destas árovres até sob a rede elétrica, devido ao seu crescimento lento e de pequeno porte. Rigo diz que a Prefeitura planeja adquirir sementes das espécies para criar as mudas e depois plantar nas áreas desejadas.
A cerejeira também é indicada para plantio em calçadas, por não ser uma árvore invasora e sem raízes agressivas. O ponto de atenção, segundo Rigo, é a poda. “A árvore floresce e depois se enche de folhas, que caem. Por um período, ficam os galhos sem nenhuma cobertura e aí muitas pessoas acham que a árvore secou ou faz uma poda mais drástica que acaba inviabilizando sua sobrevivência.”
A Secretaria fornece orientação para quem pretende plantar árvores nas calçadas, conforme o Plano de Arborização. São indicadas cerca de 20 espécies.





