Eles retornaram para passar as férias em Francisco Beltrão, após o primeiro semestre de aulas no Rio de Janeiro.

(pai da Eloren) e a técnica de atividades Rosani Variza. Os alunos estão gostando da experiência no Rio de Janeiro.
Foto: Ligia Tesser/ JdeB
Desde o dia 8 de julho, os adolescentes Eloren Cristina Meurer de Lima e Luan Mateus Nunes Silveira, retornaram a Francisco Beltrão para as férias após completarem o primeiro semestre do 1º ano no Ensino Médio da Escola Sesc, no Rio de Janeiro. A rotina de estudos é intensa, com aula em tempo integral, além disso eles contam com atividades extracurriculares e compartilham apartamentos com outros estudantes dentro da instituição.
O JdeB acompanhou a ansiedade deles antes de entrarem na nova escola e agora, no primeiro retorno para casa, Eloren e Luan passam a impressão de que o tempo “voou” para eles. Os dois só voltam para a escola no dia 31 de julho, mas estão muito empolgados com a experiência.
Eloren diz que a escola superou as expectativas, principalmente em relação aos estudos. São sete horas diárias de aula regular e mais atividades complementares, escolhidas pelos próprios alunos. A estudante escolheu como atividades extracurriculares teatro avançado, alemão e dança. Luan optou por francês, arte e mundo digital, e vôlei.
“Eu e o Luan estamos na mesma sala e podemos falar como foi puxado para nós dois, porque tivemos os mesmo professores. A minha expectativa estava alta, mas está melhor do que eu esperava”, constata Eloren.
Convivência entre os alunos
Outro aspecto importante para os dois beltronenses é a convivência entre os estudantes. “É muito bom ir pra lá estudar, mas se você não tiver aquelas pessoas que estão no mesmo barco que você, você não aguenta”, comenta Eloren que divide alojamento com duas colegas, uma de Pernambuco e outra de Goiás.
No alojamento do Luan moram com ele um colega de Pernambuco e outro do Mato Grosso do Sul. “Somos amigos e, conversando com eles, percebi que a minha escola aqui (Colégio Estadual Mário de Andrade) era um pouco melhor do que as deles, então conversamos muito sobre essas diferenças, mas acredito que uma grande diferença entre nós são os modos de falar, o que vira uma brincadeira um com o outro”, relata o aluno.
Longe de casa
Para Luan não houve muitas dificuldades por morar longe de casa, além da saudade da família. Eloren pondera que, apesar de a saudade ser um fator difícil, os alunos não têm muito tempo para pensar nisso. “Não temos muito tempo para pensar na saudade, são muitas atividades, estamos sempre muito ocupados. A escola parece uma cidade”, relata a aluna.
Dificuldades nas aulas
Os alunos contam que além do alto ritmo de estudos, as provas são muito mais densas do que já estavam acostumados. Segundo Eloren, no primeiro semestre, em algumas provas para turmas de 15 pessoas, 14 precisam fazer recuperação. “A recuperação também diferente, temos duas semanas de aula sobre o conteúdo da provas, ou seja, a recuperação é para cada prova. Nós temos horários próprios de recuperação, como temos horários para atendimentos para tirar dúvidas com os professores’, comenta a aluna.
Mesmo com as dificuldades, os alunos sugerem que outros colegas tentem entrar na Escola Sesc. “Vale muito a pena”, garante Luan.





