
A sede do CTG Rancho Crioulo, inaugurada domingo na linha Santa Bárbara, em Francisco Beltrão, é mais voltada para a cultura gaúcha do que eventos gastronômicos, bailes e outras promoções. Além de quadros com históricos e outras informações do tradicionalismo, a pequena mas destacada casa guarda também a chama crioula, com um diferencial: é a primeira que veio diretamente do fundador do tradicionalismo gaúcho, Paixão Côrtes, a patronagem foi buscá-la em Porto Alegre.
Estes aspectos foram enaltecidos no evento de domingo, que começou com uma missa crioula celebrada pelo padre Diversildo Prigol no pavilhão de festas do Recanto Vale Verde, ao lado da nova sede. Rancho Crioulo, que dia 4 de fevereiro vai comemorar seu primeiro aniversário de fundação, é o terceiro CTG do município (tem ainda o Recordando os Pagos e o Herdeiros da Tradição).

Após a missa, realizou-se a parte solene de inauguração da placa e discursos, sob a coordenação do mestre de cerimônias Guilherme Del Zotto. Como o patrão, Wilmar Chicatto, não pôde estar presente, falou o vice-patrão Iduir Bortot. Falaram também o diretor do Departamento de Cultura, Miguel Seymur, a presidente da Câmara de Vereadores, Elenir de Souza Maciel e, representando a administração municipal, o secretário Gervásio Kramer (Assuntos Estratégicos).
A primeira unanimidade dos discursos foi a origem dos oradores, todos vieram do Rio Grande do Sul e têm apreço pelo tradicionalismo ou, de alguma, foram, já participaram de eventos tradicionalistas.
A segunda unanimidade foi destacar a finalidade principal da nova sede, que é ser um local de pesquisa para todos os interessados sobre o tradicionalismo gaúcho. A chama crioula foi levada ao recinto (numa lanterna a querosene) pelo proprietário do local, Euzébio Miecoanski, que também é tradicionalista “desde o tempo que [em Beltrão] era feio usar bombachas”.




