Disque Idoso acompanha 40 famílias
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| Psicóloga Mariá Silveira, coordenadora do serviço. |
O Disque Idoso de Francisco Beltrão, serviço inaugurado em julho deste ano, já acompanha 40 famílias. Alguns casos precisaram ser encaminhados ao Ministério Público por meio do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Mas a maioria das situações de risco é resolvida no atendimento domiciliar entre o idoso e seus filhos. O telefone é o 165 ou 3523-0212
A coordenadora do Dique Idoso, a psicóloga Mariá Silveira, admite que boa parte dos problemas com pessoas mais velhas envolve dinheiro. “É sobre a partilha de bens, o uso indevido do dinheiro pelos filhos. Falta conhecimento, noções básicas”, comenta. “Mas também auxiliamos bastante casos de encaminhamento médico.”
O cuidador de idoso familiar também é aconselhado pelo serviço, pois é ele que muitas vezes acaba desgastado. “Estas pessoas mudam a sua rotina e, na maioria dos casos, são da própria família e já estão com problemas de depressão”, conta. “É que tem idosos que são teimosos e não querem se ajudar. E isso dificulta.”
O abandono de idoso é outro problema bem frequente, segundo Mariá. “Negligência, quando o cuidador não procura ajuda, casos extremos de pobreza e autonegligência que é quando o próprio idoso não quer se ajudar.” São situações difíceis de lidar, mas Maria adianta que quando é necessário recorre a equipe multidisciplinar do Creas.
A psicóloga lembra ainda que “na dúvida que as pessoas liguem”. “O idoso precisa entender que é importante ele relatar os fatos verdadeiros. Que ele não sinta medo, pois nós estamos aqui para garantir a segurança das informações.”
Nestes cinco meses de Dique Idoso, pelo menos duas denúncias de agressão física estão sendo investigadas. Outras 15 famílias ainda serão visitadas nos próximos dias. (TC)






