Eleitores aproveitam horário de almoço para votar

Eleitores aproveitam horário de almoço para votar

Foto do JdeB
A professora Nair Marcon votou no mesmo lugar
onde trabalha e onde foi voluntária das eleições
para o conselho tutelar de Beltrão.

Boa parte dos eleitores aproveitou o horário de almoço para votar na eleição de ontem para escolha dos novos membros do Conselho Tutelar de Francisco Beltrão. Como o voto foi facultativo, já se esperava que muita gente deixasse de comparecer às urnas por trabalhar justamente durante o horário de votação, das 8 às 17 horas. No total, 2.551 votos válidos, com 5 branco e 10 anulados.

Na Escola Higino Pires, Tatiane Fixa esperava os eleitores na tarde de ontem. São quatro sessões eleitorais no local, mas a procura era pequena. “Até agora tivemos umas 20 pessoas”, comentou.

A professora Nair Marcon, voluntária na mesma escola, atribui o baixo movimento de eleitores ao horário da votação. “Tem muita gente que trabalha e não pode votar. E têm muitos que nem sabem da importância que o Conselho Tutelar tem para a sociedade”, disse Nair que vota na própria escola em que trabalha.

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Valdenice Setti, diretora da Escola Higino Pires, frequentemente precisa recorrer ao Conselho Tutelar. “Eu voto no Industrial e aproveitei o horário de almoço para ir até lá. Mas ouvi outras pessoas dizerem que nem sabiam quem eram os candidatos. Acho que o horário não é apropriado. Deveria ser no fim de semana ou começar mais cedo e encerrar mais tarde”, sugere.

“Outro fator interessante é o próprio descrédito da entidade. Tem muita gente desacreditada do conselho. Eu posso dizer que todas as vezes que precisamos aqui no colégio fomos atendidos. Lembro até do caso de dois meninos que faltavam demais à aula. O conselho foi, conversou com os pais e eles não faltaram mais. No final do ano eles até declamaram poesia aqui na escola”, recorda a diretora Valdenice.

A auxiliar de escritório Cristiane da Rosa aproveitou o intervalo do meio-dia para votar na Escola Rubens Amélio Bonatto, no bairro Cristo Rei. Ela é mãe de uma menina de dois anos e meio e diz que se preocupa com as crianças em situação de risco. “O conselheiro vai fazer o papel de pai e mãe de muitas crianças. Tem que saber o que está fazendo”, comenta.

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Cristiane se demonstrou muito satisfeita com o processo eleitoral e, por isso, fez questão de exercer o seu direito de votar. “Uma pessoa que se candidata deve estar consciente de que precisa estar devidamente preparada para trabalhar com muita responsabilidade e profissionalismo”, entende Cristiane.

A caminho do trabalho, o mecânico Cleomar Azzoline também passou no seu colégio eleitoral para votar. Ele disse que concorda com a preparação exigida aos candidatos, mas aposta que agora cabe à sociedade fazer a sua parte. “Acho que o voto deveria ser obrigatório; e não facultativo”, sugere o trabalhador.

Irene de Luca Pierin, também do bairro Cristo Rei, saiu da urna comentando que os eleitores devem “escolher alguém que trabalhe”. “Já fui agente de saúde e pude acompanhar alguns casos de crianças que sofriam com os pais”, comentou rapidamente a moradora ao sair da sessão eleitoral.

Magdala Charavara, estudante de Serviço Social, trabalhou como voluntária na eleição de ontem, na Escola Rubens Amélio Bonato. Ela confessou que até esperava uma votação menor, mas disse que se surpreendeu. “Achei que viria menos gente. Por ser voto facultativo, está vindo bastante gente pra votar”, comentou Magdala. “Só agora pela manhã vieram umas 50 pessoas”, completou.

 Tranquilidade

Wagno da Silva, da comissão eleitoral, informou que não houve incidentes. A eleição transcorreu tranquila, mas se confirmou a baixa adesão. “Eu estou aqui na Escola Maria Basso Delani e o eleitor ficou um pouco acanhado pela manhã. Estão vindo agora”, comentou, por telefone, ao JdeB, no meio da tarde.

No final, depois da contagem dos votos, na Câmara de Vereadores, ele agradeceu o apoio da comissão e das autoridades, também desejou um bom trabalho aos eleitos — Andréia Francescon, Edimar Estadler, Edilamar Dalposso, Édio Vescovi e José da Silva. O mandato é de três anos.

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