Famílias elogiam organização, mas reclamam dos preços
O que se viu no domingo foram famílias inteiras aproveitando a tarde e a noite para passear na Expobel. No terceiro dia de feira, ao se ouvir pais e filhos, surgiram alguns consensos. São elogios e críticas dos que observam as atrações e reconhecem a tradição beltronense. De um lado, os valores das comidas, dos produtos e dos ingressos acabam pesando no bolso. Mas o investimento parece valer a pena, pois não falta também o reconhecimento pela organização e criatividade.
O casal Marlon e Adriana Siderlane aproveitou a visita de parentes para passear pela feira. Quase no final da tarde de domingo, eles apresentavam o centro de eventos para Rose Martini e a filha Nathália Martini e Adriana Borba e os filhos Ítalo, 7, e Lara, 6, todos de Realeza. “Nós almoçamos em família e já programamos pra vir pra feira agora”, comentou Adriana Siderlane.
Rose é empresária e trabalha com a criação de suínos. Ela está de olho nas novidades e pensando na participação de sua empresa na Exporeal, que só vai acontecer em novembro. “Aqui vocês têm bastante espaço, está tudo muito bem organizado, tem muitas variedades”, elogiou a gremista Rose, que levava pra casa um copo personalizado do seu time.
Adriana Borba também fez bons comentários sobre a organização, principalmente dos produtos em exposição. “Gostei das bijuterias, das bolsas. Mas por enquanto só estou olhando”, disse. “Está dando pra circular bem, dá pra ter dimensão do que é exposto”, analisou Adriana, de Beltrão, que estava com a filha Sarah.
Enquanto as mulheres pensam na organização, na exposição e nos acessórios à venda, Marlon planeja a aquisição de um imóvel. “Estou procurando um terreno. Este ano quero comprar, por isso estou aproveitando a Expobel para dar uma olhada nas opções”, comentou.
E se o domingo é para se aproveitar em família, a do Itacir e da Marinês Zuffo fez questão de levar todo mundo pra feira. “Nós chegamos agora pouco, mas já deu pra ver que a organização melhorou muito do que as outras feiras”, observou Itacir. “Está muito bonito, eu quero aproveitar e escolher um presente pra mim”, disse Marinês.
A filha Juliane passeava atenta aos produtos oferecidos. Apesar do calor que fazia no final da tarde de domingo, ela confessou querer conferir as opções de casacos de inverno à venda. “Eu estou querendo. Ainda mais que eles (vendedores) não são daqui, não tem casacos iguais ao deles aqui em Beltrão”, justificou.
De compromisso marcado com Juliane, o estudante Natanael Mazzetto estava admirado com o que viu em matéria de casas. Mas não é por causa da pressão da família da moça, não: “Estou pensando em casa, em espaços e o pessoal soube aproveitar bem aqui na Expobel. Não adianta ter muita coisa e não ter conforto pra quem visita um estande”, explicou Natanael, que é acadêmico do segundo ano de Arquitetura e Urbanismo.
Ingressos caros
Eduardo Zuffo, que acompanhava a família Zuffo, é de Dois Vizinhos e não poupou reclamações dos preços praticados pelos vendedores da Expobel. “Não gostei das taxas. Achei o preço das comidas muito alto”, declarou.
O casal Adelar e Marcieli David também achou o valor dos ingressos salgadinho. Eles têm apenas a pequena Emanueli, de cinco meses. “Em alguns dias o valor é 25 reais, se é uma família com duas crianças, dá 100 reais só na entrada”, observa o policial.
Mas tem gente que acaba dando um jeitinho. Etson e Rosane Petry e o filho Luís Eduardo querem esperar o fim da feira para acompanhar os preços. “Por enquanto só passeando, as compras a gente deixa pro final”, comenta Rosane. “Nós olhamos um estofado com algumas tecnologias, muito barato. Tem alguns itens que estão muito bons”, concordou Etson.





