Francisco Beltrão registra recorde de chuva para o mês de setembro, 360 milímetros

 

Córregos Urutago, Progresso e o Rio Lonqueador mais uma
vez saíram fora da caixa e alagaram moradias próximas.

 

Alagamentos foram registrados ontem, 29, nos bairros São Miguel, Luther King, Miniguaçu e na Cidade Norte. Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil e secretário municipal de Urbanismo, José Carlos Vieira, foram afetas cerca de 40 famílias. Algumas pessoas foram retiradas preventivamente pela Secretaria de Assistência Social. A previsão para esta terça-feira é de chuva no decorrer do dia. Vários municípios da região registraram prejuízos decorrentes da elevada precipitação. Relatório da Defesa Civil indica que em Bom Jesus do Sul foram afetadas 1.200 pessoas e em Chopinzinho 200. 
 O Rio Lonqueador, que corta boa parte da área urbana, saiu fora da caixa à tarde e continuou subindo até o início da noite. Muitos moradores retiraram os móveis ou ergueram dentro da residência. O mês de setembro registra recorde de chuvas. 
O responsável pela estação meteorológica do Iapar, Josmar Antunes, afirma que durante o mês foram registrados 360 milímetros, sendo que a média histórica para o período é de 220 mm. De sábado até ontem, a estação do Iapar contabilizou 135 mm de chuvas e só na segunda-feira foram 86 mm. 

- Publicidade -

Moradores reclamam 
Eva Ribeiro, moradora do bairro São Miguel, está indignada com a falta de uma solução para o transbordo do córrego Lambari, que ocorre repetidas vezes no bairro São Miguel. Conforme disse, os novos loteamentos, que foram implantados nos bairros Aeroporto e Novo Mundo, prejudicaram e muito quem mora na esquina entre as ruas Marechal Hermes da Fonseca e São Francisco. “Piorou depois que fizeram esses loteamentos, desce muito mais água.”

 

Enxurrada que vem dos loteamentos nos morros irrita famílias do São Miguel.

 

Não vai mais pagar IPTU
Roseli Valter cortou dois colchões e colocou na porta da casa para vedar a entrada da água. “IPTU eu não pago mais, podem até leiloar a minha casa”, disse revoltada. A jovem Larissa Luquini salientou que os moradores não aguentam mais a situação e já procuraram todos os caminhos possíveis para resolver o problema. “Enviamos abaixo assinado com mais de 100 assinaturas para a prefeitura substituir os tubos das galerias de água pluviais, mas o pedido não foi aceito pelo poder público.”
O secretário de Urbanismo destacou que a dragagem dos córregos Progresso e Urutago e do rio Lonqueador ajudaram amenizar os alagamentos, mas na opinião dele ainda é necessário continuar com os trabalhos. “No córrego Lambari, por exemplo, entendemos que há necessidade de uma tubulação nova, uma galeria maior ou até mesmo a reabertura do leito normal do rio. O problema é que muitas casas invadiram o leito normal do córrego e não é mais tão simples fazer as obras. Quando vem a chuva, ela vai procurar o canal natural do rio”, frisou Vieira. A Secretaria de Urbanismo mantém suas equipes mobilizadas para a limpeza de desentupimento de bocas de lobo.

Barracão
Em Barracão, as chuvas acometem o município desde domingo. Vários pontos de alagamento foram registrados em diferentes bairros. Segundo a Defesa Civil, o acumulado de chuva já ultrapassa os 150 mm, causando transtornos e vários pontos de alagamento em diferentes bairros. A chuva continuou intensa na segunda-feira e atingiu, principalmente, os bairros Três Fronteiras, Peperi Guaçú, na rua Rio Grande do Sul (centro), bairro União e Salete.

Chopinzinho
Na cidade de Chopinzinho, a infiltração de água causou o desmoronamento de um muro no Colégio José Armim Matte e o vento arrancou a cobertura da estrutura metálica do Café da Praça, no centro da cidade. 
Os bombeiros orientaram as pessoas a evitarem usar a ponte do rio Chopim, sentido à comunidade do Bugre. O nível do rio subiu bastante e a estrutura que já estava danificada em função das últimas enchentes não oferece muita segurança.

Palmas 
Em Palmas também houve grande quantidade de chuvas. O volume foi de 150 milímetros nos últimos dois dias. Só em setembro, são mais de 300 milímetros. Apesar da elevada quantidade de chuva, não foram registrados problemas de alagamentos. A maior preocupação é com a cheia do Rio Lajeado que corta a cidade. 
O prefeito Hilário Andraschko (PDT) afirma que o município está planejando a construção de uma lagoa de contenção no perímetro urbano, que irá ajudar a conter as cheias no município.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Destaques